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Harvard afirma: racismo impacta cérebro, corpo, mente e comportamento da criança

Publicado 21 Dez 2020 – 10:23 AM EST | Atualizado 21 Dez 2020 – 10:23 AM EST
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Além de ser um problema social, o racismo ainda impacta diretamente a saúde física e mental de crianças, segundo um levantamento da Universidade de Harvard, divulgado em dezembro de 2020.

Os pesquisadores reuniram e avaliaram estudos anteriores sobre o tema e mostraram como a violência e a discriminação racial afetam o cérebro e o corpo dos pequenos.

Racismo afeta cérebro de crianças

O racismo e suas violentas consequências podem fazer com que crianças experimentem o estresse tóxico, ou seja, quando o cérebro se mantém constantemente em estado de alerta, protegendo-se de uma possível ameaça.

Quando os sistemas de estresse das crianças ficam ativados em alto nível por longo período de tempo, há um desgaste significativo nos seus cérebros e outros sistemas biológicos, aponta a pesquisa.

A longo prazo, o impacto do estresse no cérebro terá efeito nocivo, prejudicando o aprendizado, o comportamento e a saúde física e mental das crianças.

Racismo aumenta riscos de doenças crônicas

Os estudiosos ainda descobriram que, nos Estados Unidos, pessoas negras, indígenas e de outras raças apresentam mais doenças crônicas e têm vidas mais curtas do que as pessoas brancas, independentemente da renda e do status social.

As más condições de saúde, explicam os pesquisadores, também estariam relacionadas ao estresse tóxico sofrido por pessoas vítimas de episódios constantes de racismo ao longo da vida.

Impactos do racismo no comportamento

De acordo com o levantamento, o estresse causado pelo racismo e a discriminação também causa efeitos nocivos em adultos e, quando estes são cuidadores, acabam consequentemente afetando o comportamento das crianças.

É o que os estudiosos definem como "exposição indireta ao racismo", ou seja, mesmo quando não são alvos diretos de discriminação ou violência, as crianças podem ficar traumatizadas ao testemunhar eventos relacionados a preconceitos ocorridos com pessoas próximas, como amigos e familiares.

O documento apresentado pela Universidade de Harvard ainda diz que a ciência já tem provas de que a adversidade na vida de crianças afeta o desenvolvimento do cérebro e de outros sistemas biológicos. E o fenômeno, consequentemente, enfraquece as oportunidades dessas crianças em alcançar seu pleno potencial.

Luta contra o racismo

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