A autoestima construída na infância acompanha o indivíduo durante toda a sua vida. É exatamente por isso que saber identificar desde cedo quando ela está baixa é essencial para que maiores problemas sejam evitados na vida adulta e para que ele se consolide como uma pessoa centrada e equilibrada.
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A autoestima pode ser definida como a capacidade de admirar a si mesmo, seja física ou comportamentalmente através do exercício do auto-reconhecimento e da auto-percepção. É ela a influenciadora de diversas motivações, atitudes e comportamentos.
Como saber se meu filho tem a autoestima baixa?
Segundo a psicóloga Marisa de Abreu, da Clínica de Psicologia de São Paulo, as crianças têm menos facilidade para elaborar pensamentos e, por isso, é mais difícil de perceber quando a baixa autoestima delas torna-se prejudicial.
No entanto, é essencial que os pais e cuidadores fiquem sempre atentos ao comportamento dos filhos, já que a infância é um período repleto de construções. “Os danos da baixa autoestima podem ser maiores nos pequenos, pois as marcas são mais fortes”.
Causas

A autoestima é construída a partir de uma serie de fatores: genética, características pessoais, vivências, associações de valores e exemplos da casa ou da escola são os principais deles.
Na infância, contudo, todas as experiências são transformadas em marcas, sejam positivas ou negativas, e as vivências influenciam muito o futuro do indivíduo. “A família pode, mesmo sem querer, ensinar posturas derrotistas”, exemplifica a psicóloga. Mas não é só. Palavras duras mal colocadas e aprendizados traumáticos podem deixar sequelas ou serem intensificados pelas características depressivas já existentes.
Para conseguir identificar se uma criança sofre ou não com o problema é necessário compreender quais são os sintomas da baixa autoestima – ou os sinais que ela dá.
Crianças que não têm bom desempenho escolar, que interagem com dificuldade com os colegas de classe, que desistem facilmente de atividades mais complexas, que não brincam daquilo que gostam ou que não se sentem capazes de realizar determinadas tarefas podem apresentar quadros de insegurança.
Baixa autoestima infantil: como tratar
Na existência de alguns sinais, é importante que pais, cuidadores e educadores repensem a educação e o contato que estão tendo com as crianças. É preciso ouvir, respeitar, dialogar, estabelecer limites e permitir que elas tomem decisões intendentes. “As crianças estão constantemente em busca de afeto, aceitação e reconhecimento verdadeiro dos pais”, diz Marisa.
Psicoterapia
Em casos extremos, onde os desenvolvimentos emocional e intelectual da criança começam a ser afetados, os psicoterapeutas devem ser procurados.





