Eu era muito tímida quando criança. Me escondia atrás da minha avó, quando chegava alguma visita lá em casa, ficava com o rosto vermelho se alguém me fazia um elogio. Apertar a mão de um estranho então, nem pensar! Cresci, atingi a adolescência e aí a coisa ficou pior ainda, pois, além da timidez, eu tinha um bando de gente tirando sarro da minha cara.
Eu detestava ir ao colégio. Enquanto as popozudas da classe eram queridinhas e amadinhas e os tigrões eram adorados e idolatrados, eu era a ovelha feia da turma. Feia mesmo, pois tinha o cabelo cortado de uma forma muito estranha (até hoje não sei o porquê), usava óculos e era tímida. Enquanto todo mundo tinha alguém pra passar o recreio, eu ficava num canto sozinha, fingindo que estava lendo ou fazendo algo do gênero. Foram tempos difíceis, tenho que admitir.
Mas aí eu cresci e resolvi dar um jeito nessa vida de Gata Borralheira. Você acha que fiz plástica? Não, comprei uns livros. É, minha amiga, ler ainda é o melhor remédio pra alma.
Imagina que você está numa reunião, apresentando um projeto, e a pessoa que está te ouvindo, seu chefe, por exemplo, está de braços cruzados. Você sabe o que isso significa?
Li até entender como essa coisa de sociedade funciona, como é importante ter boas relações (já dizia o ditado, tudo depende de quem você conhece, não do que você conhece), como lidar com as pessoas, como aprender a olhar não somente pro meu umbigo, mas pros sentimentos das pessoas em volta também. E, olha, tenho que admitir, funciona.
Um dos meus livros favoritos é o “Emotional Intelligence”, do americano Daniel Goleman. Esse bestseller explica porque a inteligência emocional é mais importante que o QI (quociente de inteligência).
Sabe quando você conhece alguém que te traz inspiração? Sabe quando você está numa situação de desespero e alguém chega perto, começa a conversar e, após alguns minutos, você está calma novamente? Pois bem, essas pessoas com certeza sabem lidar com inteligência emocional.
Se você quer ser uma fonte de inspiração pras pessoas a sua volta, eu sugiro não somente ler esse livro, como também ler o “Social Intelligente”, escrito pelo mesmo autor.
Uma outra face do contato social é aprender a ler a linguagem corporal das pessoas a sua volta – e, diga-se de passagem, a sua também. Imagina que você está numa reunião, apresentando um projeto, e a pessoa que está te ouvindo, seu chefe, por exemplo, está de braços cruzados. Você sabe o que isso significa? Pois bem, estar de braços cruzados significa estar “fechado” a idéias novas, ou, provavelmente, ao que você está propondo. Se você soubesse disso talvez teria tentando uma forma diferente de apresentar seu projeto. Mas, se você não tem a mínima idéia do que estar de braços cruzados significa, talvez vá continuar fazendo a sua apresentação do mesmo jeito.
Agora, imagina a situação ao contrário. Um amiga está te expondo um problema muito pessoal, enquanto escuta, você está segurando sua cabeça. Sabe o que isso significa? Que você não está dando a mínima para o que a seu amiga está falando.
Os sinais corporais são transmitidos por uma parte do cérebro que, digamos, é difícil de ser controlada, então, mesmo que você esteja dizendo “eu te amo” com toda força, se não é isso que você sente, seu corpo vai dizer a verdade. E quem conhecer os sinais do corpo vai saber lê-los.
Para aprender mais sobre a linguagem corporal, eu sugiro o livro “The Definitive Book of Body Language”, escrito pelo casal Allan e Barbara Pease. Agora, é meter a cara nos livros e aprender. Te garanto que isso só vai te trazer bons resultados.





