Ainda que o sling seja o campeão de popularidade, outras variações da tipoia também vêm ganhando o mercado. São eles : kepina, pouch sling, wrap sling e mei tai.
Kepina – É um sistema primitivo, constituído de um pano quadrado (geralmente com 1,40m) dobrado ao meio, no formato de um triângulo. Ele é ajustado ao corpo da mãe através de um nó entre as duas pontas. “Ainda que seja prático e possa ser improvisado em casa com um tecido firme, não é recomendado em bebês que não controlam bem a cabeça”, alerta Andreza de Freitas Espi, consultora de babywearing.
A parte mais baixa do sling deve ficar um pouco só abaixo do umbigo. Assim, evita-se que a perna do adulto bata no bumbum do bebê, além de facilitar a amamentação
Pouch Sling – É um sling sem argolas, amarrações e a cauda de tecido do sling tradicional. “É mais prático e simples, mas por não permitir ajuste, deve ser feito sob encomenda e perde-se ele rapidamente com o crescimento da criança”, explica Andreza. Para resolver o problema do ajuste, muitos pouch slings têm sido produzidos com velcro.
Wrap Sling – Faixa de tecido com cerca de cinco metros de comprimento e um metro de largura que se amarra em volta do corpo do adulto. “É o carregador que melhor distribui o peso da criança, pois ele é dividido entre as costas e os dois ombros da mãe. Porém, são muito quentes e requerem habilidade ao vestir”, afirma Bettina.
Mei Tai – Lembra o wrap sling. É um tecido em formato retangular usado nas costas do bebê. Nas pontas desse retângulo são presas faixas de tecido que amarram a criança na frente ou nas costas do adulto. “Ele não permite posições variadas e só pode ser utilizado por bebês com boa segurança na cabeça”, afirma Roberta.
Recomendações dos especialistas
Antes de comprar seus slings, siga alguns conselhos de quem entende do assunto. Fique de olho no tecido! “É fundamental saber a procedência e composição do tecido. Os 100% algodão são os melhores, pois os sintéticos podem provocar calor excessivo e alergias ao bebê”, diz Roberta. Materiais inadequados podem rasgar ou partir causando acidentes graves com o bebê. Por isso, “é preciso observar as costuras regularmente antes do uso do sling e o estado de suas argolas”, aconselha Andreza.
Com exceção dos pouch slings sem velcro que são fabricados sob medida, os slings geralmente são vendidos nos tamanhos P, M, G e GG. Para saber se você comprou o tamanho adequado, Roberta dá a dica: “A parte mais baixa do sling deve ficar um pouco só abaixo do umbigo. Assim, evita-se que a perna do adulto bata no bumbum do bebê, além de facilitar a amamentação”.
Na lavagem, use apenas sabão neutro. “Alvejantes enfraquecem o tecido. E as argolas devem ser encapadas com meias ou algum pano antes de irem para a máquina de lavar”, aconselha Andreza. Roberta recomenda ainda, que a água esteja fria e que o sling seja posto para secar na sombra, evitando que o tecido encolha ou perca a cor.
