Missão chinesa para Marte está em estágio muito avançado: como vai ser?

Em menos de três anos, a China deve lançar seu primeiro projeto de exploração de Marte ao espaço. O cientista chefe do projeto, Zhang Rongqiao, disse à principal agência de notícias estatal chinesa que o lançamento está previsto para 2020. “O programa de exploração de Marte está muito avançado”, revelou.

De acordo com as informações reveladas por Zhang, a missão chinesa pretende concluir seu objetivo em dez anos. A expectativa é que antes de 2030 as sondas já estejam de volta com mostras de solo e rochas marcianas.

O que a missão chinesa fará?

“O equipamento está útil para coletar dados sobre o meio ambiente, a morfologia, a estrutura da superfície e a atmosfera de Marte”, disse o engenheiro chinês à agência chinesa Xinhua. Ele afirmou que agora os cientistas estão fazendo pesquisas preliminares para o envio da missão.

Serão 13 módulos enviados ao espaço, sete deles planejados para orbitarem Marte e seis devem descer ao solo marciano e explorá-lo. O equipamento terá três partes: a que orbita o planeta, a que irá pousar e se fixar no solo e a que irá explorar de maneira móvel. Serão coletadas informações sobre atmosfera, campos eletromagnéticos, temperatura e paisagem.

A sonda será lançada em um foguete Long March-5 do centro de lançamento espacial Wenchang, na província de Hainan, no sul da China. A expectativa é que leve sete meses para chegar a Marte, onde irá pousar no hemisfério norte.

Zhang disse que o orbiter e o rover coletarão dados sobre a atmosfera do Red Planet, campos eletromagnéticos, temperaturas e paisagem, entre outras coisas, enquanto o rover também será usado para testar equipamentos para missões de recuperação de amostra entre 2025 e 2030, acrescentou.

A China também tem planos de enviar sondas para Júpiter em 2036 e Urano em 2046, reportou a agência de notícias estatal ECNS.

Missão Marte