Floresta gigante e fim do lixo do mundo: medidas antipoluição da China afetam todos

por | jan 16, 2018 | Mundo

Maior emissora de gases que causam o efeito estufa do mundo, a China corre para reverter o quadro de destruição ambiental.

Em 2018, o país promete uma medida drástica para ajudar nesse processo: plantar árvores em uma área equivalente ao tamanho da Irlanda, com pouco mais de 65 mil quilômetros quadrados.

Recuperação ambiental na China: florestas gigantes

De acordo com informações da Agência Reuters, a China irá plantar três florestas gigantes (com 4.830 quilômetros quadrados no total) na região da província de Hebei, onde há um forte desenvolvimento industrial, neste ano.

Tudo faz parte de um esforço para cumprir as expectativas das autoridades chinesas de que, até 2020, o país tenha 23% do seu território coberto por verde (atualmente, a área é de 21,7% do total).

Até o final do ano, a meta é chegar aos 65 mil quilômetros quadrados de florestas, o que pode melhorar, e muito, a qualidade de vida da população local.

Proteção ao meio ambiente: fim do “lixo do mundo”

Além de lutar para equilibrar o crescimento industrial com ações de proteção do meio ambiente, a China também vai mudar sua política de recebimento do “lixo estrangeiro” destinado à reciclagem.

Atualmente, a China é o maior importador de lixo do mundo, comprando resíduos de outros países, principalmente os ricos, como Estados Unidos e Japão. Segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), fabricantes chineses e de Hong Kong importaram cerca de 70% do plástico descartado no mundo todo em 2016.

Agora, porém, o país pretende mudar essa política por entender que a demanda local é suficiente para movimentar o mercado de reciclagem interno. Além disso, tem estudado aplicar medidas para banir determinados tipos de resíduos sólidos que chegam de vários países do mundo sem estarem limpos, o que compromete a saúde pública chinesa e o meio ambiente. 

“Grandes quantidades de resíduos sujos ou até resíduos perigosos são misturados nos resíduos sólidos que podem ser usados ​​como matérias-primas”, escreveram as autoridades de Beijing à Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo o jornal New York Times, o que acarreta problemas de poluição no país.  

Por ser um assunto polêmico, a restrição ainda será discutida pelos países envolvidos em uma reunião da OMC prevista para abril. 

Há a chance de que todo o lixo reciclável que a China recebe hoje possa ser destinado a países como Tailândia, Vietnã, Índia e Paquistão.

Cuidando do meio-ambiente