Se existe um lugar que precisa ser confortável, este deve ser o ambiente de trabalho. É lá que você vai passar horas concentrado, resolvendo problemas, gerenciando crises, tendo encontro de negócios, planejando metas, entre outras coisas da rotina do escritório. Bagunça, desconforto e poluição sonora e visual devem passar longe! Pouca gente sabe que as cores, iluminação e divisão do espaço podem influir – e muito – no seu rendimento. O cuidado com a decoração do ambiente não é mero detalhe. É importante para a saúde de todos os funcionários, a imagem da empresa e, conseqüentemente, para o bom andamento dos negócios.
Veja algumas sugestões de ambientes no slideshow.
Beleza que garante boa imagem e lucros
A arquiteta Paula Neder acredita que ‘conforto’ e ‘eficiência’ são os conceitos-chave para a decoração do escritório. É bom se conscientizar que casa e escritório são espaços para atividades diferentes e por isso exigem conceitos distintos de decoração. “Na minha opinião, o projeto da área de trabalho tem a ver com o negócio e com o conceito que a empresa pretende transmitir – tanto para os clientes quanto para os funcionários”, afirma. Segundo ela, tudo deve ser pensado nos mínimos detalhes para que impacte o mínimo possível na rotina. “Desde o layout, o design do mobiliário, os materiais de acabamento, cores, iluminação. Cada item representará conforto e eficiência para os funcionários”, acredita Paula Neder. É por isso que ela classifica a preocupação com a decoração do ambiente de trabalho como “fundamental”.
A harmonia entre a equipe, a relação com os clientes, a saúde e o bem-estar dos funcionários, resolução mais fácil dos problemas e crescimento financeiro. Tudo é influenciado pela energia do local de trabalho
Tudo importa. Sobretudo, conforto
Como em qualquer projeto de decoração, cada detalhe conta pontos. As cores, na opinião da arquiteta, estão entre os itens mais importantes. “Elas colaboram com toda a energia ligada ao ritmo de trabalho de cada empresa, ou até de cada setor. Cada tom interfere na atmosfera que se pretende e reforça a imagem”, explica ela que enfatiza que o escritório deve ter a cara do negócio, mais do que a do dono da empresa. É sempre bom buscar um meio termo, afinal, talvez não seja a melhor escolha o preto dominando um consultório médico, ou cores muito luminosas na sala de um advogado, por mais que sejam as preferidas de seus donos.
Cor e luz são elementos próximos – dependem um do outro. Uma boa iluminação é fundamental para não forçar a visão, especialmente em trabalhos que exijam leitura constante e o uso do computador. Por outro lado, luz demais pode se tornar cansativa. Da mesma maneira, estilos diferentes de mobiliário, mistura de cores e objetos demais são apontados como exageros que devem ser evitados. “É preciso ter critério para não cair nos excessos”, ensina Paula.
O que nunca é excesso nesses casos são os cuidados com a ergonomia, para manter o conforto e o bem-estar nas longas horas de trabalho. Por isso, mais importante que comprar móveis com design arrojado, é fundamental escolher objetos que proporcionem uma postura correta para o corpo. As mesas de computador e os apoios para teclado devem ser regulados em alturas confortáveis: o monitor precisa estar na altura da linha de visão e os teclados, no nível dos cotovelos. Para garantir músculos relaxados e boa circulação sanguínea, é necessário estar com os pés no chão. Esta é uma preocupação necessária na hora de investir em cadeiras – o ideal é que elas também tenham regulagens e apoio para as costas.
Feng Shui nos negócios
A arquiteta Aline Mendes utiliza o Feng Shui em seus projetos de decoração e, segundo ela, a utilização desta arte chinesa na decoração do escritório abrange todos os aspectos do negócio. “A harmonia entre a equipe, a relação com os clientes, a saúde e o bem-estar dos funcionários, resolução mais fácil dos problemas e crescimento financeiro. Tudo é influenciado pela energia do local de trabalho”, comenta.
Ela explica que há duas linhas: a ‘chapéu preto’, que é uma adaptação ocidental que usa a porta de entrada do ambiente como referência para o baguá – mapa octogonal em que cada lado representa uma energia fundamental da vida. Essa linha usa objetos simbólicos como pequenas flautas, sinos e cristais para equilibrar a energia dos ambientes. Aline é adepta da outra vertente, da linha tradicional chinesa, que leva em consideração a data de construção do imóvel e sua relação com o norte magnético. Além disso, trabalha com as propriedades dos objetos como cor, forma e localização, o que torna mais fácil sua aplicação nos locais de trabalho: a técnica pode ser aplicada e as pessoas não saberão necessariamente.
Qualquer ambiente construído pode receber um trabalho de Feng Shui. Aline começa seu projeto pela data de construção de imóvel que, segundo ela, é uma data de nascimento. “É possível fazer um mapa astral da construção. Há fórmulas chinesas utilizadas para distribuir a energia dinâmica do imóvel, que tem a ver com o momento do seu nascimento”. Em seguida, a arquiteta faz um estudo baseado no norte magnético. Além disso, ela usa outras técnicas, como a radiestesia, também chamada de geobiologia. “O Feng Shui trabalha com a energia, com coisas invisíveis. Já a geobiologia preocupa-se com coisas mais concretas, como um veio d’água que pode estar tirando o equilíbrio energético do edifício, falhas subterrâneas, jazidas minerais e torres de celulares. É uma maneira de ‘cercar’ os possíveis problemas por todos os lados”, explica.
Fica difícil para quem não é profissional fazer todos esses estudos, mas Aline dá algumas dicas práticas que servem para todos os casos:
1. A circulação no ambiente deve ser fácil. A sala não deve ser excessivamente ocupada e o centro deve estar livre. É importante proteger as costas, que são ponto de vulnerabilidade para a saúde e o bem-estar. Evite mesas de costas para a porta ou corredores de passagem.
2. Cadeiras onde as pessoas vão permanecer por muito tempo não devem estar sob vigas aparentes. Isso pode causar dores de cabeça e problemas de visão.
3. Ao escolher um lugar, prefira espaços em formatos regulares, que privilegiam um fluxo mais suave de energia.
4. As cores são determinadas pelo mapa de energia do imóvel. De maneira geral, recomendo tons de bege, charuto ou branco que são as mais harmoniosas. Todos os ambientes, mesmo aqueles para os quais faço o mapa de energia, têm essas cores privilegiadas. As outras cores vêm nos objetos, que podem ser trocados de acordo com as atividades.
Bem, depois de caprichar na decoração, é hora de se concentrar no trabalho!
