Acessórios que carregam mensagens importantes sobre inclusão e respeito
Já viu uma criança ou adulto usando um colar com estampa diferente e ficou curiosa sobre o que aquilo significa? Conhecidos como cordões de neurodiversidade, esses acessórios têm um propósito muito específico: sinalizar, de forma discreta, que a pessoa possui uma neurodivergência ou até uma deficiência que não é perceptível.
Dessa maneira, as pessoas à volta compreendem que ela pode precisar de um cuidado diferenciado, o que garante um bem-estar maior ao usuário do cordão. Entenda, então, o que cada estampa indica.
O que significam os cordões de neurodiversidade?

Colar de girassol
A lei 14.624, de 2023, oficializou o cordão de fita com desenhos de girassóis como símbolo nacional de identificação de pessoas com deficiências ocultas. No entanto, o uso do cordão é opcional e quem o usa ainda pode precisar apresentar um documento que comprove a deficiência. Além disso, quem não usa continua tendo os mesmos direitos garantidos por lei.
Ainda assim, o cordão ajuda a tornar visível uma condição que costuma não ser, como:
- autismo,
- TDAH,
- epilepsia,
- ansiedade severa,
- problemas na capacidade auditiva.
A flor foi escolhida por sua associação com a adaptação.
Colar de quebra-cabeça
Nesse caso, o acessório indica especificamente que trata-se de uma pessoa dentro do espectro autista. Sendo assim, ajuda a identificar que o usuário pode precisar de suporte adicional, como paciência em situações sociais ou assistência em momentos de sobrecarga sensorial.
No entanto, a escolha desse símbolo divide opniões, uma vez que essoas autistas e movimentos pró-neurodiversidade afirmam que ele reforce a ideia de algo “faltando”, sugerindo que o autismo é um problema a ser resolvido.
Por isso, o símbolo do infinito em arco-íris ganhou força como alternativa criada pela própria comunidade autista. Ele representa a diversidade da neurodivergência e o reconhecimento de que cada pessoa autista é única em seu modo de sentir, pensar e se expressar.
O que fazer quando se deparar com alguém com um desses colares?
Como já se trata de uma sinalização, não é preciso abordar a pessoa ou perguntar sobre a condição dela. Basta, então, oferecer um atendimento mais atencioso, respeitar o tempo de resposta e evitar julgamentos. Isso já garantirá mais inclusão e que o bem-estar do usuário do acessório seja tratado como prioridade.

