Comportamento 06 de novembro, 2026 • Por Bruna Somma

Libido feminina e masculina: o que realmente muda no desejo sexual de cada um?

Especialista em sexualidade explica que libido é influenciada por fatores biológicos, hormonais e emocionais

A ideia de que homens sentem mais desejo sexual do que mulheres é bastante difundida, assim como a crença de que elas precisam de mais carinho e afeto para ter relações.

Contudo, apesar de fatores biológicos terem certa responsabilidade sobre a libido – como, por exemplo, a masculina ser frequentemente disparada por estímulos visuais ou pensamentos imediatos, enquanto a feminina tende mais para estímulos táteis -, a sexualidade humana é muito mais complexa do que generalizações.

O que influencia a libido de homens e mulheres?

sexo matinal
(Créditos: Freepik)

As diferenças biológicas entre homens e mulheres existem, de fato. Porém, de acordo com Fernanda Purificação, psicóloga e especialista em sexualidade (CRP 06/220335), elas não são tão expressivas quanto os fatores sociais e emocionais que estão também envolvidos quando o assunto é a libido humana.

Afinal, os hormônios têm participação importante na sexualidade, mas não são os únicos responsáveis pela intensidade do desejo.

“A história de vida, educação, experiências anteriores, qualidade dos relacionamentos, saúde e contexto emocional também influenciam a maneira como cada pessoa vivencia a sexualidade”, afirma a especialista.

Idade e desejo sexual

casal
(Créditos: Freepik)

O envelhecimento também pode trazer mudanças na sexualidade feminina e masculina. Nas mulheres, a menopausa envolve alterações hormonais que podem favorecer o ressecamento vaginal, modificar o desejo e provocar desconforto durante as relações.

Já nos homens, o avanço da idade também pode interferir no retorno sexual. “O envelhecimento costuma mudar o tempo de resposta aos estímulos e para atingir a excitação”, explica a psicóloga.

“Isso não significa, entretanto, que exista uma data de validade para o prazer”, destaca Fernanda, reforçando que a sexualidade pode continuar sendo vivenciada ao longo de toda a vida, mesmo diante das mudanças naturais do organismo, “com adaptações e novas formas de experimentar a intimidade”.

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