Especialista analisa os desafios de construir conexões genuínas e comenta momento atual para quem quer viver um amor
A sensação de que a busca por um relacionamento verdadeiro se tornou uma tarefa quase impossível é um relato cada vez mais frequente nas redes sociais e nas conversas sobre encontros modernos.
A frase “ninguém quer mais nada sério” resume a frustração de quem tenta construir algo além do superficial e se depara com o desinteresse do outro.
Psicólogo analisa momento atual onde “ninguém quer mais nada sério”
Na visão de Thomas Schultz-Wenk, psicólogo de relacionamentos que faz sucesso no Instagram através do perfil @thomytalks, a grande barreira na dinâmica das paqueras contemporâneas não é a falta de tempo ou a escassez de opções.
O problema estaria em um padrão comportamental em alta: o egocentrismo escondido por trás da autossuficiência. O especialista aponta que muitas pessoas têm confundido autonomia com o individualismo, no qual o outro, portanto, deixa de ser notado.

“A gente vê esse discurso de autossuficiência e na maioria das vezes eu olho e falo: ‘Nossa, essa pessoa não é autossuficiente, ela é autocentrada'”, revelou, durante o Aurora, maior festival de bem-estar, beleza e saúde, que contou com a presença do Mulher.
“É completamente diferente. O universo gira em torno dessa pessoa. É o egocentrismo”, pontua Thomas. Esse comportamento se reflete de forma direta na dinâmica do primeiro encontro, onde é comum ver conversas unilaterais e sem curiosidade e interesse genuíno na vida do outro.
O atual cenário acaba transformando momentos que deveriam ser de troca em um monólogo, deixando quem escuta com a sensação de invisibilidade e diversos questionamentos sobre ser atraente o suficiente.

“É que nem você sair com um cara, por exemplo, em um jantar e ele não fazer uma pergunta sobre você. O que a gente sente é que poderia ser substituído por qualquer outra pessoa ali, porque a pessoa simplesmente não está interessada na gente”, comenta o especialista.
De acordo com o psicólogo de relacionamentos, a chave para destravar a ansiedade do primeiro encontro e permitir a criação de conexões reais reside no resgate do interesse genuíno pelo próximo.
“Você não precisa saber o que falar. Você só precisa ter um interesse genuíno em conhecer a pessoa que está na sua frente: entender a história dela, por que ela veio parar ali, o que está por trás de suas escolhas”, pontuou.

