Ter um rival no trabalho com quem competir pode ser bom para algumas pessoas

As relações pessoais no ambiente de trabalho nem sempre são simples ou positivas. Enquanto alguns colegas se transformam em verdadeiros bons amigos por causa da afinidade, outros são mantidos à distância por falta de empatia ou mesmo por sempre arrumarem problemas.

Entre os dois extremos, no entanto, ficam aquelas pessoas que não são consideradas amigas, mas que ao mesmo tempo não chegam a ser encaradas como inimigas. São com essas que vamos estabelecer um vínculo que que pesquisadores chamam de “relacionamento ambivalente”.

Competição no trabalho pode melhorar desempenho

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Os colegas de trabalho que não geram nem amor nem ódio podem assumir algumas atitudes irritantes, como um estímulo constante à competitividade. De acordo com um estudo realizado em conjunto pela Universidade da Carolina do Norte, Chapel Hill e Universidade Lehigh, tais relações podem ser benéficas para algumas pessoas.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores fizeram dois experimentos para compreender a natureza dessas relações: uma em laboratório e outra usando respostas de consultores externos. Na primeira, eles orientaram mais de 120 estudantes que nunca se conheceram a se comunicar uns com os outros através da internet.

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Metade dos participantes foram manipulados para acreditar que uma amizade estava se formando entre eles. No outro grupo, no entanto, os pesquisadores queriam criar um relacionamento de ambivalência e que promovia o espírito competitivo.

Depois de estabelecer as relações amigáveis ​​e ambivalentes, os alunos tiveram que trabalhar com seus colegas para criar uma publicação para o blog da universidade. Um deles deveria escrever, enquanto o outro, editar. Na verdade, todos os alunos receberam um artigo escrito pelos pesquisadores e todos os assuntos tiveram que ser editados.

Os resultados mostraram que as pessoas que tiveram um relacionamento ambivalente apresentaram melhor desempenho do que as que se tornaram amigas. E após estudar as relações ambivalentes em empresas reais, os pesquisadores descobriram que os funcionários que mantinham o relacionamento competitivo eram mais motivados no trabalho.

Os autores do trabalho científico apontam que a concorrência saudável leva a um melhor desempenho e também obriga a pessoa a se concentrar em como pode realizar de forma mais competente suas funções.

Um colega que estimula a competição pode fazer com que você tente sempre superá-lo e, consequentemente, fazer com que você procure alternativas mais criativas do que você usaria em outras circunstâncias. Isso, claro, se o indivíduo sai da zona de simples queixas e reclamações e usa as ações competitivas como impulso para alcançar seus sonhos e objetivos.

Vale ressaltar que há perfis profissionais que funcionam da maneira oposta, isto é, são desestimulados pela competição e podem até ter prejuízos mentais por isso. Cabe ao gestor saber identificar e trabalhar com cada um desses tipos de funcionários.

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