Empoderamento 09 de fevereiro, 2023 Por Bruna Somma

“Ela é a minha representatividade”: fã mirim que ficou famosa teve planos mudados por Glória Maria

Quando era mais nova, Mirella Archangello viralizou nas redes ao ser uma "repórter mirim" inspirada em Gloria Maria

Em 2017 Mirella Archangelo viralizava nas redes com o seu “Jornal Mirim”, que, com os irmãos, pedia melhorias para o bairro em que mora com a família, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Com 11 anos na época, ela nunca escondeu que sua maior inspiração era a jornalista Gloria Maria, até que o encontro das duas, promovido pelo “Fantástico”, aconteceu e foi uma surpresa para a garotinha.

Atualmente, Mirella segue o legado de Gloria Maria. Não existe mais o seu telejornal amador, mas ela ainda segue informando, principalmente sobre personalidades negras que marcaram a história do mundo.

Fã de Gloria Maria: inspiração, projeto e planos futuros

https://www.instagram.com/p/CXUp5liNTdZ/

Com 16 anos anos, Mirella antes sonhava em cursar Letras, até que o encontro com a jornalista mudou seus planos e hoje pretende fazer jornalismo. Todo o pioneirismo de Gloria Maria ainda impulsionou a adolescente a contar histórias de pessoas negras que tiveram tanta importância quanto a comunicadora.

Por um ano inteiro, Mirella publicou em seu Instagram vídeos de uma série que chamou de “Vidas Negras Importam”, sendo que o primeiro foi no Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro de 2020.

Por meio de pesquisas feitas por ela mesmo, já falou sobre Zumbi dos Palmares, líder quilombola, e Esperança Garcia, a primeira mulher negra advogada do Brasil.

https://www.instagram.com/p/CWWEUKJDpIh/

“Além de eu ensinar para as pessoas sobre a história do meu povo, eu também aprendi muito”, lembra Mirella, em entrevista a Mulher, apesar de ter precisado pausar o projeto para se focar nos estudos. “Mas planejo voltar a gravar vídeos”, garante.

https://www.instagram.com/p/CVvPDWpLUmo/

O que não muda, segundo Mirella, é a referência que enxerga em Gloria Maria. “Somos mulheres negras, viemos da periferia, de bairros de baixa renda, e, por meio dos estudos, vimos que é possível ter uma profissão. Ela é a minha representatividade. Por meio das reportagens dela na televisão, vi que é possível eu me tornar uma jornalista. Como ela, quero conhecer muitos lugares e nunca parar de aprender”, pontua a adolescente.

Mulheres inspiradoras

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