Saúde e bem-estar 05 de outubro, 2026 • Por Tatiana Leonel

Quais são os três pilares da mulher que quer envelhecer bem, segundo médico especialista em longevidade

Dr. Arthur Feltrin destaca que a longevidade feminina com qualidade exige um olhar integrado para o corpo, a mente e o estilo de vida

Envelhecer com saúde e disposição não é uma questão de sorte ou apenas de genética: é uma escolha biológica consciente. A longevidade é fruto de estratégias preventivas — especialmente durante as transições hormonais da maturidade feminina.

De acordo com o Dr. Arthur Feltrin — nutrólogo, pneumologista e especialista em medicina integrativa, longevidade e estilo de vida — existe uma estratégia central para atravessar o envelhecimento mantendo a vitalidade e a autonomia.

Saiba quais são os três pilares!

Quais são os três pilares da mulher que quer envelhecer bem

Para o médico, a resposta para atravessar as fases de mudança do corpo — especialmente a transição da menopausa — sustentando a qualidade de vida se baseia em uma fórmula direta.

“Músculo, mente e propósito são os três pilares mais importantes da mulher que quer envelhecer bem”, declarou, em painel no Aurora, maior festival de beleza, saúde e bem-estar, que teve a presença do Mulher.

1. Músculo: a reserva metabólica contra o padrão inflamatório

A perda de massa magra é um dos maiores desafios do envelhecimento feminino. Com o declínio do estrogênio, a composição corporal muda de forma acentuada.

“Existe um padrão inflamatório claro na menopausa: há o aumento da gordura visceral, a redução da massa muscular e a piora da sensibilidade à insulina. Eu costumo brincar que a menopausa aumenta tudo o que é ruim e diminui o que é bom”, alertou o Dr. Arthur.

(Crédito: Divulgação/Magnific)

O músculo não serve apenas para a estética ou para a força física: ele funciona como um órgão endócrino vital. A preservação da massa muscular melhora a captação de glicose, previne o ganho de gordura abdominal e protege as articulações e a densidade óssea.

Sem o treino de força e uma boa ingestão de proteínas, o “reset metabólico” da maturidade, como resultado, tende a ser muito mais agressivo para o corpo.

2. Mente: neuroproteção e higiene cerebral


O segundo pilar abordado pelo especialista é a saúde neurológica e emocional. A queda hormonal não afeta apenas o corpo, mas atinge diretamente o sistema nervoso central.

O estrogênio tem um papel neuroprotetor fundamental, se conectando ao cérebro para estabilizar o humor e as funções cognitivas.

A ausência desse estímulo hormonal pode levar a episódios de névoa mental, esquecimentos e alterações de foco. Para além do suporte médico e hormonal quando indicado, a mente precisa de cuidados ativos para evitar o isolamento e o estresse crônico.

menopausa
(Créditos: Freepik)

O Dr. Arthur reforçou que a mulher precisa de uma verdadeira “higiene e limpeza cerebral” nesta fase da vida, priorizando o seu bem-estar e não permitindo que a exaustão se torne o padrão.

Cuidar do cérebro também envolve garantir a qualidade do sono e praticar o autocuidado sem culpa, encarando o bem-estar mental como uma prioridade indiscutível.

3. Propósito: a maior prioridade da longevidade


Ter um motivo para levantar da cama, manter projetos ativos e cultivar a autonomia é o terceiro pilar indispensável para envelhecer com vitalidade.

O Dr. Arthur propôs uma reflexão profunda sobre como as mulheres muitas vezes colocam as suas próprias necessidades em último lugar ao longo da vida, algo que precisa mudar drasticamente na maturidade.

“Prioridade vem do latim prior, que significa única. Não existem ‘prioridades’ no plural. A mulher na menopausa precisa se colocar como a maior prioridade na vida dela”, defendeu o médico.

(Crédito: Reprodução/Magnific)

Manter o propósito de vida e entender que a longevidade deve ser vivida com independência e alegria é o que diferencia o simples passar dos anos de um envelhecimento saudável.

“Longevidade não é sobre sobreviver mais tempo: é sobre ter vida entre os anos. Cuidar de si mesma não é um luxo da mulher moderna, é um ato de inteligência biológica”, concluiu o Dr. Arthur.

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