Gravidez e bebês 30 de junho, 2016 • Por

Mãe pede bebê branco, recebe sêmen de pai negro, processa clínica e perde causa

A americana Jennifer Cramblett, da cidade de Uniontown, no estado de Ohio (Estados Unidos), perdeu a ação que moveu contra um banco de sêmen em 2014 após receber amostra de um doador negro por engano. Ela ainda pode recorrer da decisão.

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Segundo reporta o jornal Washington Post, Jennifer, que é branca, afirmou na época que sua filha de 2 anos seria discriminada por sua família “inconscientemente insensível” e também na cidade onde mora, cuja população é 97% branca. O processo dizia que a pequena Payton já estava sofrendo preconceito.

A mãe, que é homossexual e cria a filha com a parceira Amanda Zinkon, chegou a dizer que precisaria sair do bairro e procurar um “bairro negro” para que a menina tivesse o cabelo cortado, já que não era possível encontrar o serviço adequado ao tipo de cabelo de Payton nas redondezas de sua casa.

Os advogados do banco de esperma argumentaram que a ação não tinha “mérito legal” e que processos por “nascimento indesejado” geralmente aplicam-se aos casos em que a criança nasce com deficiência congênita sobre a qual os médicos deveriam ter alertado os pais. Mas, neste caso, a criança nasceu saudável.

“Estou feliz de ter uma criança saudável, mas não deixarei que eles saiam dessa sem serem responsabilizados”, afirmou Jennifer. O banco de sêmen pediu desculpas e devolveu parte do dinheiro gasto pelas mães.

Segundo o processo, o erro ocorreu porque um funcionário da clínica trocou um algarismo do número de registro do doador e, quando a cliente escolheu a amostra do pai nº 380, que era branco, acabou recendo a do de nº 330, negro.

“Eles cometeram o único erro que um banco de esperma não pode cometer. Ela não estava pedindo pizza”, afirmou o advogado de Jennifer. Inicialmente, eles pediram indenização de pelo menos US$ 50 mil, cerca de R$ 194 mil, para, pelo menos, conseguir se mudar de Uniontown.

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