As máscaras de LED utilizam diferentes comprimentos de onda para estimular processos na pele, e, desde que sejam usadas corretamente, podem auxiliar em tratamentos diversos
Com design futurista e prometendo suavizar rugas, estimular colágeno e até melhorar a luminosidade da pele, as máscaras de LED têm feito a cabeça de quem procura por mais recursos para cuidar da pele em casa, já que agora elas não estão mais restritas aos consultórios dermatológicos.
O segredo das máscaras de LED está na fotobiomodulação

As máscaras de LED utilizam a chamada fotobiomodulação, técnica que emprega luzes de diferentes comprimentos de onda para estimular processos biológicos nas células da pele. Diferentemente dos lasers, elas não geram calor suficiente para causar danos ao tecido.
Cada cor possui um objetivo específico. Enquanto a luz vermelha e a azul estimulam a produção de colágeno e reduzem a acne e oleosidade, respectivamente, a infravermelha atua em camadas mais profundas e reduz inflamações.
Dessa forma, segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, as máscaras de LED domésticas podem, sim, trazer benefícios, desde que sejam equipamentos de qualidade, aprovados pelos órgãos regulatórios e utilizados corretamente.
“No entanto, é importante entender que os aparelhos de uso doméstico costumam ter potência inferior aos equipamentos utilizados em consultório. Por isso, os resultados tendem a ser mais discretos e dependem da frequência e da continuidade do tratamento”, afirma.
Contraindicações

Embora sejam consideradas seguras quando utilizadas conforme as orientações do fabricante, as máscaras de LED não são isentas de riscos. Afinal, o uso inadequado, por tempo superior ao recomendado ou em pessoas com contraindicações, pode provocar irritação, vermelhidão e desconforto.
De acordo com Sumam, elas devem ser evitadas por pessoas com doenças que causam fotossensibilidade, como lúpus, e por quem utiliza medicamentos fotossensibilizantes, como alguns antibióticos e isotretinoína em determinadas situações.
“É também importante ter atenção em casos de doenças oculares, principalmente quando o equipamento não oferece proteção adequada para os olhos”, ressalta.
O que observar na máscara de LED para não cair em cilada

O primeiro ponto é verificar se o equipamento possui registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e se foi fabricado por uma empresa confiável.
Além disso, observar quais comprimentos de onda o aparelho utiliza. “Cada cor de LED possui indicações específicas e nem todos os dispositivos entregam a intensidade necessária para produzir os efeitos prometidos”, pontua a médica.
Antes de iniciar o uso, contudo, vale a pena consultar um dermatologista para confirmar se a máscara é mesmo indicada para a situação da pele, identificar possíveis contraindicações e orientar sobre a frequência ideal de utilização.

