Desidratação, fortes emoções ou dor intensa são alguns dos gatilhos para uma síncope vasovagal, mas é possível evitar acidentes como o de Ivete Sangalo
A cantora Ivete Sangalo levou um susto grande ao ter um episódio de desmaio após um quadro de diarreia no fim da correria do Carnaval. Ela bateu o rosto e chegou a quebrar dois ossos da face, mas já está em recuperação.
O diagnóstico foi de síncope vasovagal, que é uma perda transitória de consciência depois de queda abrupta dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Apesar do caso de Ivete, uma queda grave como a dela pode ser evitada muitas vezes.
Entenda a síncope vasovagal

Depois do ocorrido, Ivete revelou que já tinha tido outros dois episódios de síncope vasovagal antes. Algumas pessoas têm uma síndrome de mesmo nome, que é uma condição crônica que favorece esses episódios.
Nesses casos, é essencial entender o que acontece com o corpo para tentar evitar a perda de consciência e evitar acidentes como o da cantora, principalmente.
Existem situações, como desidratação em decorrência de uma diarreia, que causam a síncope. Não é exatamente um problema no chamado nervo vago, mas uma resposta inadequada ao regular funções involuntárias do organismo, com diminuição temporária do fluxo de sangue para o cérebro, por exemplo.
Pensando no caso da cantora, é como se o organismo estivesse sensibilizado por conta da diarreia, desidratação e estresse dos trabalhos durante o Carnaval. Em determinado momento, ela se levantou para ir ao banheiro e, ao ficar em pé, o organismo não conseguiu se adaptar tão bem à mudança de posição. Foi aí que o desmaio aconteceu.
Algumas pessoas têm sintomas que antecedem a síncope. São sinais importantes que ajudam a evitar o desmaio ou acidentes:
- • Fraqueza;
- • Palidez;
- • Suor excessivo;
- • Calor;
- • Tontura;
- • Náusea;
- • Dor abdominal;
- • Visão embaçada;
- • Dor de cabeça;
- • Palpitação.
Ao sentir o mal-estar, a pessoa deve na mesma hora se deitar – pode ser no chão mesmo – e, se possível, deixar as pernas elevadas. Aí é ficar calmo, porque vai passar.
Se os sintomas começarem com a pessoa já sentada, cruzar as pernas também pode ajudar.
Como evitar a síncope vasovagal

Quando a pessoa se deita, o sangue volta a circular melhor e chega com mais facilidade ao cérebro. É por isso que os sintomas começam a passar.
Com o diagnóstico fechado para síndrome vasovagal, é possível adotar hábitos que ajudam a evitar as síncopes, mesmo que não haja uma cura para o problema:
- • Beber de 2 a 3 litros de água por dia;
- • Evitar bebidas desidratantes, como álcool;
- • Evitar jejum;
- • Evitar ambientes quentes e fechados;
- • Evitar longos períodos em pé;
- • Movimentar as pernas e panturrilhas enquanto estiver em pé;
- • Controlar o estresse;
- • Em caso de dor crônica, buscar controlar o quadro;
- • Estar atento a possíveis gatilhos e sintomas para evitar quedas abruptas e se machucar.
- • Algumas pessoas podem se beneficiar do aumento da ingestão de sódio, mas isso deve ser discutido com o médico, que saberá avaliar outras possíveis condições pré-existentes.
Para casos mais graves da síndrome, o médico também pode prescrever medicamentos.
Identifique os gatilhos

Os principais fatores que desencadeiam as síncopes são:
- • Ficar em jejum;
- • Grandes emoções, como susto e ansiedade;
- • Dor intensa;
- • Ingestão de bebida alcoólica;
- • Ambientes fechados e/ou com grandes aglomerações;
- • Ficar horas em pé;
- • Calor intenso;
- • Ver sangue;
- • Entre outros.
Apesar de algumas pessoas sofrerem mais com as síncopes, é possível que o paciente consiga ter mais autonomia sobre o quadro e conseguir boa qualidade de vida.
Este conteúdo contém informações do Manual de Emergências Cardiovasculares da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, do Protocolo de Manejo e Acesso à Cardiologia do município de Jundiaí e de artigo Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.






