Saúde e bem-estar 03 de março, 2026 • Por Gabriela Brito

Como prevenir síncope vasovagal, que causou acidente de Ivete Sangalo

Desmaio de Ivete Sangalo

Desidratação, fortes emoções ou dor intensa são alguns dos gatilhos para uma síncope vasovagal, mas é possível evitar acidentes como o de Ivete Sangalo

A cantora Ivete Sangalo levou um susto grande ao ter um episódio de desmaio após um quadro de diarreia no fim da correria do Carnaval. Ela bateu o rosto e chegou a quebrar dois ossos da face, mas já está em recuperação.

O diagnóstico foi de síncope vasovagal, que é uma perda transitória de consciência depois de queda abrupta dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. Apesar do caso de Ivete, uma queda grave como a dela pode ser evitada muitas vezes.

Entenda a síncope vasovagal

Síndrome vasovagal
(Crédito: freepik/Freepik)

Depois do ocorrido, Ivete revelou que já tinha tido outros dois episódios de síncope vasovagal antes. Algumas pessoas têm uma síndrome de mesmo nome, que é uma condição crônica que favorece esses episódios.

Nesses casos, é essencial entender o que acontece com o corpo para tentar evitar a perda de consciência e evitar acidentes como o da cantora, principalmente.

Existem situações, como desidratação em decorrência de uma diarreia, que causam a síncope. Não é exatamente um problema no chamado nervo vago, mas uma resposta inadequada ao regular funções involuntárias do organismo, com diminuição temporária do fluxo de sangue para o cérebro, por exemplo.

Pensando no caso da cantora, é como se o organismo estivesse sensibilizado por conta da diarreia, desidratação e estresse dos trabalhos durante o Carnaval. Em determinado momento, ela se levantou para ir ao banheiro e, ao ficar em pé, o organismo não conseguiu se adaptar tão bem à mudança de posição. Foi aí que o desmaio aconteceu. 

Algumas pessoas têm sintomas que antecedem a síncope. São sinais importantes que ajudam a evitar o desmaio ou acidentes:

  • • Fraqueza;
  • • Palidez;
  • • Suor excessivo;
  • • Calor;
  • • Tontura;
  • • Náusea;
  • • Dor abdominal;
  • • Visão embaçada;
  • • Dor de cabeça;
  • • Palpitação.

Ao sentir o mal-estar, a pessoa deve na mesma hora se deitar – pode ser no chão mesmo – e, se possível, deixar as pernas elevadas. Aí é ficar calmo, porque vai passar.

Se os sintomas começarem com a pessoa já sentada, cruzar as pernas também pode ajudar.

Como evitar a síncope vasovagal

Manobras para evitar síncope vasovagal
(Crédito: ArthurHidden/Freepik)

Quando a pessoa se deita, o sangue volta a circular melhor e chega com mais facilidade ao cérebro. É por isso que os sintomas começam a passar. 

Com o diagnóstico fechado para síndrome vasovagal, é possível adotar hábitos que ajudam a evitar as síncopes, mesmo que não haja uma cura para o problema:

  • • Beber de 2 a 3 litros de água por dia;
  • • Evitar bebidas desidratantes, como álcool;
  • • Evitar jejum;
  • • Evitar ambientes quentes e fechados;
  • • Evitar longos períodos em pé;
  • • Movimentar as pernas e panturrilhas enquanto estiver em pé;
  • • Controlar o estresse;
  • • Em caso de dor crônica, buscar controlar o quadro;
  • • Estar atento a possíveis gatilhos e sintomas para evitar quedas abruptas e se machucar.
  • • Algumas pessoas podem se beneficiar do aumento da ingestão de sódio, mas isso deve ser discutido com o médico, que saberá avaliar outras possíveis condições pré-existentes. 

Para casos mais graves da síndrome, o médico também pode prescrever medicamentos. 

Identifique os gatilhos

Beber água
(Crédito: freepik/Freepik)

Os principais fatores que desencadeiam as síncopes são:

  • • Ficar em jejum;
  • • Grandes emoções, como susto e ansiedade;
  • • Dor intensa;
  • • Ingestão de bebida alcoólica;
  • • Ambientes fechados e/ou com grandes aglomerações;
  • •  Ficar horas em pé;
  • • Calor intenso;
  • • Ver sangue;
  • • Entre outros.

Apesar de algumas pessoas sofrerem mais com as síncopes, é possível que o paciente consiga ter mais autonomia sobre o quadro e conseguir boa qualidade de vida.

Este conteúdo contém informações do Manual de Emergências Cardiovasculares da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, do Protocolo de Manejo e Acesso à Cardiologia do município de Jundiaí e de artigo Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.

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