Beleza 02 de julho, 2026 Por Bruna Somma

Argila faz muito bem para um tipo específico de couro cabeludo: e há também quem deve evitar

Ingrediente natural que já tem fama no skincare, a argila também pode ser ótima aliada na rotina de cuidados capilares em casa. Para isso, a verde é a mais comum, e ela não só trata oleosidade, por exemplo: ainda traz brilho e hidratação aos fios, sendo ideal para aqueles dias de banho “premium”.

A seguir, saiba mais sobre como usar argila no cabelos:

Benefícios de usar argila no couro cabeludo

argila verde
(Créditos: Freepik)

Tudo começa com a purificação que a argila – rica em minerais essenciais, como cálcio, ferro, zinco e magnésio – é capaz de fazer no couro cabeludo, de acordo com Ana Carina Junqueira, tricologista e CEO do IBEMC (Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas em Medicina Capilar).

“A argila ajuda a remover o excesso de oleosidade, resíduos de produtos e impurezas acumuladas na região. Já para os fios, o principal benefício é indireto: um couro cabeludo saudável cria um ambiente mais favorável para o crescimento de cabelos mais fortes e bonitos”, explica.

Mulheres com couro cabeludo mais oleoso, que utilizam muitos finalizadores ou sentem necessidade de uma limpeza mais profunda ocasional, costumam ser as mais beneficiadas pelo uso da argila.

(Crédito: gpointstudio/freepik)

Segundo Junqueira, a frequência ideal de uso nesses casos é quinzenal. A recomendação é aplicar a argila no couro cabeludo seco, deixá-la agir por cerca de 10 minutos e, em seguida, lavar os fios normalmente. Isso porque o excesso de aplicações pode causar ressecamento e alterar o equilíbrio natural da região.

“A dica é utilizar a argila como um complemento na rotina de cuidados”, completa.

Mas não é para todo mundo

(Créditos: Freepik)

Enquanto as mulheres com fios oleosos podem garantir o uso da argila na rotina, há as que devem evitá-la por completo: quem possui couro cabeludo muito sensível, ressecado, com eczema, psoríase, dermatite em fase inflamatória ou qualquer condição que comprometa a barreira cutânea.

“É importante lembrar que a argila não trata doenças capilares. Condições como dermatite seborreica, queda de cabelo ou outras alterações do couro cabeludo exigem diagnóstico e acompanhamento médico adequados”, conclui a médica.

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