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Cirurgias de modificações corporais de Lina são múltiplas e empoderam pessoas trans

Desde 2008, o acesso a alguns procedimentos é garantido pelo SUS e há alguns requisitos básicos
Publicado 5 Ago 2022 – 04:01 PM EDT | Atualizado 5 Ago 2022 – 04:01 PM EDT
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Linn da Quebrada revelou nas redes sociais que passou por algumas cirurgias, que fazem parte do processo de modificações corporais que podem ser utilizadas por pessoas em transição de gênero. Bem humorada, Lina postou algumas fotos do procedimento e brincou com seus fãs sobre a nova fase.

Linn da Quebrada passa por cirurgias

Linn da Quebrada passou por algumas cirurgias de modificação facial nos últimos dias. A artista compartilhou algumas fotos nas redes sociais anunciando a novidade, mostrando alguns momentos do processo.

Fazendo um trocadilho com uma das músicas do novo álbum de Beyoncé, "Alien Superstar", Lina escreveu na legenda: "aLINN SUPERSTAR; fissura na fissura". Nas fotos, mostrou detalhes do rosto no pós-operatório, com curativos e todo o inchaço natural após as intervenções.

Nas redes sociais, fãs da artista brincaram com a situação, fazendo trocadilhos com seu nome. "Linn tá quebrada", brincou uma seguidora. "Linda e quebrada, literalmente. Boa recuperação", desejou outra. "Já era linda e agora vai ficar mais", elogiou mais uma fã. Em outras duas postagens, Linn compartilhou ensaios fotográficos com curativo nasal e um vídeo também em referência à música de Beyoncé, onde agradeceu "imensamente às linndonas que se dedicam e atuam de maneira brilhante na produção de um imaginário que faz com que, inclusive eu, me lembre que o que fazemos é, UNIQUE e plural".

A artista não anunciou quais foram os procedimentos específicos que realizou. A reportagem entrou em contato com a assessoria de Linn para confirmar as operações realizadas, mas não obteve resposta até o momento desta reportagem.

Quais são as modificações corporais possíveis?


Uma opção para homens e mulher transgênero que desejam modificar alguns traços do rosto e corpo, as modificações corporais oferecem múltiplas opções que trazem aumento de autoestima, identidade e empoderamento de pessoas trans.

Assim como Lina, muitas mulheres trans buscam esses procedimentos para suavizar algumas características faciais. Alguns exemplos mais comuns entre as intervenções são: projeção das maçãs do rosto e lábios, suavização do contorno da testa e têmporas, alterações na projeção do nariz e a redução do "pomo de adão", a cartilagem tireoidea acentuada que aparece na região do pescoço.

Segundo a instituição médica norte-americana Mayo Clinic, alguns desses tratamentos apresentam melhores resultados quando acompanhados de terapias hormonais, que são muito comuns na transição de gênero.

A terapia de voz também costuma fazer parte desse processo, podendo ser auxiliada por intervenção cirúrgica para alterar o timbre. Porém, a clínica assegura que é importante "determinar junto a um especialista seus objetivos e criar um plano individual, assim, poderá prevenir danos vocais conforme ocorrem as modificações vocais".

Como realizar?

Conforme explica a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o acesso ao processo transexualizador foi instituído pelo SUS em 2008, garantindo acesso a alguns procedimentos como "hormonização, cirurgias de modificação corporal e genital, assim como acompanhamento multiprofissional".

Esse programa foi ampliado pela Portaria 2.803/2013, que passou a incorporar como usuários do processo transexualizador do SUS os homens trans e as travestis.


A organização pontua que os procedimentos mais procurados são os implantes de próteses mamárias e a cirurgia genital em travestis e mulheres trans, assim como a mastectomia e histerectomia no caso dos homens trans.

Entretanto, não são todos os hospitais públicos que podem realizar esses procedimentos pelo SUS no Brasil. Em São Paulo, por exemplo, um estabelecimento autorizado a realizar esse tipo de atendimento pelo SUS é o Hospital de Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da USP).

Para solicitar acesso aos serviços do processo transexualizador do SUS, a pessoa deve solicitar um encaminhamento na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência. Entre os requisitos básicos, é necessário:


  • Para iniciar processo terapêutico e hormonização: ser maior de 18 anos;
  • Para cirurgias de redesignação sexual: ser maior de 21 anos, conforme indicação médica;
  • Ter feito avaliações psicológicas e psiquiátricas durante um período de 2 anos, com acompanhamentos e diagnóstico final.

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