Ginecologista reforça cuidados que ajudam a prevenir infecções durante as folias de Carnaval
O Carnaval é sinônimo de diversão, blocos de rua e mudanças na rotina, não é?
Mas, em meio à intensa programação, alguns cuidados com a saúde íntima feminina são muito importantes para evitar infecções urinárias, vaginais, doenças sexualmente transmissíveis (DST) e outros desconfortos comuns nesta época do ano.
A seguir, Loreta Canivilo, ginecologista e especialista em reprodução humana, elenca 5 orientações para aproveitar a folia com mais segurança e bem-estar:
Saúde íntima e Carnaval
1. Cuidado ao usar banheiro químico

A primeira dica é ter atenção ao usar banheiro químico, pois é um local muito anti-higiênico e bastante comum durante o Carnaval.
“Sempre que possível, evite o contato direto com o vaso sanitário, utilize protetores aplicados ou forre o assento com papel, descarte-o após o uso e higienize as mãos antes e depois do uso”, orienta Loreta.
2. Não segure o xixi

Outro cuidado importante é não segurar o xixi por longos períodos. A prática, comum durante festas e desfiles, pode aumentar o risco de infecção urinária.
“Garantir a urina favorecendo a proteção contra bactérias na bexiga. O ideal é proteger os sinais do corpo e urinar sempre que houver vontade”, explica a profissional.
3. Não compartilhe roupas íntimas

A especialista também alerta para a importância de não compartilhar roupas íntimas, como calcinhas, biquínis ou fantasias usadas sem proteção adequada.
“Mesmo entre pessoas próximas, o compartilhamento de peças íntimas pode facilitar a transmissão de fungos e bactérias”, destaca Loreta.
4. Use sempre preservativos

O quarto ponto é o uso do preservativo em todas as relações sexuais.
Além de prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), a camisinha contribui para a proteção da saúde íntima e previne gestações indesejadas.
5. Evite fantasias apertadas

Por fim, é muito importante evitar fantasias apertadas na região íntima, pois a falta de espaço para circulação de ar pode ocasionar o suor e facilitar a proliferação de bactérias e fungos.
“Além de roupas confortáveis, o ideal é não usar roupas úmidas e o mesmo absorvente por um longo período”, diz Canivilo.
Por fim, a médica lembra que é essencial observar qualquer alteração no corpo, como observação, ardor, corrimento ou odor diferente.
“Ao perceber algo fora do normal, a recomendação é procurar um ginecologista e evitar a automedicação”, conclui a ginecologista Loreta Canivilo.






