Terapia alternativa oferecida pelo SUS pode reduzir sintomas de enxaqueca durante o período pré-menstrual
Longe de ser uma dor de cabeça comum, a enxaqueca é uma doença neurológica genética e crônica que afeta milhões de pessoas. Durante o período pré-menstrual, por exemplo, muitas mulheres relatam a piora dos sintomas.
Contudo, apesar de existirem diversos remédios para enxaqueca, tem crescido cada vez mais o interesse por um tratamento além dos mais conhecidos: a acupuntura, prática milenar da medicina chinesa, que, inclusive, está disponível no sistema de saúde público brasileiro.
O que é acupuntura?

A acupuntura é uma técnica terapêutica da medicina tradicional chinesa que consiste em estimular pontos específicos do corpo, geralmente com agulhas bem fininhas.
O objetivo é aliviar dores e tratar diversos problemas de saúde.
Acupuntura é uma aliada contra a enxaqueca na TPM

De acordo com Mara Valéria Mendes, ginecologista e acupunturista, a prática da acupuntura também auxilia na melhora dos sintomas da ansiedade e qualidade do sono especialmente no período de Tensão Pré-Menstrual.
Afinal, a enxaqueca costuma piorar na TPM devido à normal queda de estrogênio – hormônio responsável por modular o sistema de dor – que ocorre no período.
“Neste contexto, as sessões de acupuntura agem estimulando a liberação de neurotransmissores, como endofinas e serotoninas, reduzindo a dor e produzindo um efeito analgésico no corpo”, explica a profissional.
Como conseguir tratamento com acupuntura pelo SUS

Para conseguir acupuntura pelo SUS (Sistema Único de Saúde), você precisa começar indo até uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e passar por uma consulta com um médico ou enfermeiro.
Se o profissional entender que a acupuntura pode ajudar no seu tratamento de enxaqueca, ele fará um encaminhamento para um serviço que ofereça a prática.
Em seguida, você entra na fila de regulação do SUS e aguarda ser chamada quando surgir uma vaga, já que nem todas as unidades oferecem acupuntura e a disponibilidade varia conforme a região.

Segundo Mara Valéria Mendes, após o início do tratamento, são necessárias pelo menos 10 sessões para avaliar a resposta do organismo. O processo completo costuma variar entre 16 e 20 sessões.
“Elas podem ser feitas de duas a três vezes por semana, de acordo com cada caso, e quando houver a melhora, elas passam a ser feitas quinzenalmente”, orienta.

