A maternidade realmente remodela o cérebro da mulher; a seguir, conheça neurológicas que aumentam a conexão emocional entre mãe e filho
Embora a ideia de que existe um “instinto materno” soe emocional e até um pouco mística, pesquisas científicas indicam que há, sim, fundamentos biológicos e comportamentais para esse fenômeno.
De acordo com um estudo publicado na revista Nature Neuroscience, a maternidade gera uma redução no volume da substância cinzenta do cérebro, assim como na espessura cortical. E o que essas mudanças têm em comum? Ambas são áreas ligadas à emoção, empatia e processamento social.
Ao se tornar mãe, o seu cérebro, literalmente, se reorganiza por inteiro – é o que diz a neurociência.
O que muda no cérebro após se tornar mãe
Intuição materna

Os pesquisadores destacam que a maternidade modifica não somente o corpo da mulher, mas também a estrutura neural dela. Esse é um dos fenômenos que ajuda a entender a chamada “intuição de mãe”.
Isso porque o cérebro materno adapta-se a um estado de hipervigilância sofisticado que é capaz de captar microexpressões e mudanças na respiração ou no comportamento antes mesmo que sejam racionalizados.
Beijo de mãe

Já o famoso “beijo de mãe” tem efeitos reais sobre o cérebro. Isso porque o afeto pode ativar no filho a liberação de substâncias como a ocitocina, que reduz o estresse e a percepção de dor.
E, vindo da mãe, que sinaliza segurança, ele é também capaz de ajudar a regular emoções.
Intensidade emocional

Muitas mulheres relatam sentimentos de culpa após se tornarem mães, e isso não é à toa.
Segundo o estudo, a maternidade amplia circuitos ligados à responsabilidade emocional. Dessa forma, a estrutura neural passa a interpretar o cuidado com o filho como prioridade absoluta, mantendo a mente e corpo sempre em estado de alerta.

