Ativista alerta para os riscos de compartilhar imagens e informações de menores nas redes sociais
Em um mundo em que as redes sociais fazem parte da rotina, é quase impossível que um pai não compartilhe fotos dos filhos pela a internet. A atitude, que muitas vezes é vista como inofensiva e natural, contudo, tem despertado preocupação.
Conhecida como sharenting, a prática pode ser, inclusive, perigosa, como explica a ativista e palestrante Sheylli Caleffi em um vídeo no Instagram.
O que é sharenting?

“O sharenting é quando a gente compartilha imagens ou dados de crianças e adolescentes, principalmente nas redes sociais. Não importa se foi consentido ou não”, explica. Isso porque, por mais que uma criança concorde com a publicação, aos 5, 6 ou 10 anos, é difícil compreender as consequências de expor sua imagem em uma rede social.
Sendo assim, independente do consentimento, o fato de compartilhar a imagem já é o sharenting, uma palavra que vem de share (compartilhar, em inglês) e parenting (parentalidade). Além disso, essa prática não tem relação apenas ao pai e à mãe, mas à qualquer pessoa que expõe crianças e adolescentes na internet. Em casos extremos, quando o compartilhamento é exagerado ou vexatório, pode ainda ocorrer o que se conhece por oversharenting.
Tipos de sharenting
Existem três tipos, são eles:
- ativo: quando você posta a foto ou informação dos seus filhos;
- passivo: quando alguém reposta a foto ou informação publicada pelos pais;
- invisível: quando se compartilha informações ou imagens em aplicativos que passam a ter os direitos por aquilo, como aplicativos de acompanhamento de gravidez, por exemplo.
Perigos
Entre os perigos, temos a perda do controle dessa imagem, que pode chegar até mesmo em pessoas mal intencionadas. Além disso, a prática fere a privacidade da criança ou adolescente, que pode vir a se incomodar com a exposição quando compreende as consequências dessa exposição.






