Gravidez e bebês 30 de junho, 2016 • Por

Doces devem ser evitados no primeiro ano de vida

Ana Flora Toledo

Do Bolsa de Bebê

Seja nas ruas, na escola ou nas propagandas de TV, seu filho inevitavelmente vai conhecer os mais variados tipos de doces e não vai demorar muito para te pedir aquele chocolate que apareceu no comercial, ou que o amiguinho estava comendo. As crianças são fascinadas pelas guloseimas, e o seu desafio deve ser mantê-las o mais distante possível dos ‘ vilões da alimentação’.

Leia também:

Risco de acidentes domésticos aumenta nas férias

Meu filho é agressivo. E agora?

Qual é a melhor idade para ir à escolinha?

“Os doces, chamados de calorias vazias, não oferecem benefícios em todas as faixas etárias”, orienta a presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Dra. Virginia Weffort. A especialista lembra que, além de não ter valor nutricional, doce pode provocar cáries dentárias, obesidade e complicações como diabetes e deficiências de micronutrientes, principalmente ferro.

O ideal é não oferecer nada antes de surgir o primeiro pedido. “No primeiro ano de vida não se deve ingerir doces. Nada de chocolates, balas, sorvetes, pudins. A criança será apresentada a todos eles muito rapidamente, não é necessário apressar o contato”, explica a profissional.

Depois do primeiro pedido, é importante tomar cuidado para que o consumo não atrapalhe a alimentação. Os doces podem ser consumidos moderadamente após o almoço e o jantar, ou no lanche da tarde. “Antes dele, deve-se ter uma alimentação saudável, evitando as frituras, embutidos e comidas prontas. Se tiver muita comida ‘errada’, a criança poderá desenvolver anemia ferropriva e ter deficiência de vitaminas. Estas deficiências são chamadas de ‘fome oculta’, porque a criança pode estar aparentemente saudável, às vezes até obesa, e estar com deficiência de micronutrientes como ferro, zinco, vitamina A, C e do complexo B”.

Se o seu filho já está passando dos limites e consumindo muito açúcar, o primeiro passo deve ser conversar com a criança para explicar os problemas que isso pode gerar. Depois, trocar os alimentos aos poucos, substituindo um pirulito por uma fruta, e assim sucessivamente.

“Ensinar a criança a experimentar os alimentos e pedir ajuda criança para fazer compras e cozinhar também pode ajudar no processo”, aconselha Virginia.

COMPARTILHE: