Beleza 05 de agosto, 2026 Por Bruna Somma

“Dry Brushing”: esfoliação no corpo com escova seca funciona mesmo?

dry brushing

Há quem diga que a técnica drena as toxinas do corpo e melhora até o aspecto da celulite; a seguir, saiba se ela é segura

Prometendo deixar a pele mais lisa, estimular a circulação e até reduzir o aspecto da celulite, o dry brushing – ou escovação a seco – voltou a viralizar dentre as rotinas de beleza.

A técnica, que consiste em esfregar uma escova de cerdas naturais sobre a pele seca antes do banho com certa frequência, entrega mesmo tantos benefícios? Segundo o dermatologista Gustavo Saczk, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), a resposta exige cautela.

Dry brushing pode prejudicar a pele

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(Créditos: Magnific)

Embora o método dry brushing possa causar uma sensação temporária de estímulo na pele, ele não é recomendado como parte da rotina de cuidados e, quando feito com frequência, pode trazer mais riscos do que vantagens.

Inclusive, de acordo com o dermatologista Gustavo Saczk, a técnica lembra o uso da tradicional bucha vegetal – prática que também não costuma ser indicada pelos dermatologistas.”O excesso de atrito remove uma camada da pele que não precisa ser retirada. Não há necessidade de realizar uma limpeza tão intensa. O ideal é tomar banho utilizando sabonete, em barra ou líquido, aplicado apenas com as mãos, sem o uso de buchas ou escovas”, explica.

Isso porque, além de causar irritação, a esfoliação excessiva pode comprometer a barreira cutânea, que é a camada responsável por proteger a pele contra a perda de água, agentes externos e microrganismos. E, quando danificada, há riscos do desenvolvimento de dermatites, sensibilidade, ressecamento e inflamações.

Outro ponto de atenção é a higiene da escova. Como o acessório costuma ser reutilizado, ele pode acumular microrganismos e favorecer a contaminação cruzada, aumentando o risco de infecções na pele.

Prática não melhora a circulação

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(Créditos: Magnific)

A ideia de que a escovação a seco melhora a circulação é um dos principais argumentos utilizados por influenciadores. No entanto, o dermatologista explica que esse efeito existe apenas de forma discreta e temporária.

“O estímulo provocado pela escova pode gerar um aumento momentâneo da circulação local, mas não é suficiente para produzir benefícios significativos ou duradouros”, pontua Saczk.

Segundo o médico, a técnica também não substitui procedimentos indicados para melhorar a circulação ou estimular o sistema linfático, como a drenagem linfática realizada por profissionais capacitados.

“A pele possui uma barreira de proteção que não precisa ser constantemente removida. Em vez de apostar em uma esfoliação agressiva, o ideal é preservar essa barreira e manter uma rotina de higiene e cuidados adequada às necessidades individuais”, orienta.

Sendo assim, para manter a pele saudável, a recomendação continua sendo investir em uma rotina simples: limpeza suave com sabonete adequado ao tipo de pele, hidratação regular e proteção solar diária.

Saúde e bem-estar

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