Dentre os termos do universo fetichista, o “cuckold” tem feito sucesso, mas justamente por parecer um tanto inusitado para muitas pessoas: ele se refere à fantasia ou prática sexual em que uma pessoa (geralmente homens héteros) sente prazer ao ver sua parceira fazendo sexo com outra pessoa.
Assim, o homem assume o papel de “corno” e a parceira, muitas vezes chamada de “hotwife”, é quem mantém o ato com outra pessoa.
O que motiva homens e mulheres na fantasia “cuckold”?

No centro da prática – que varia desde casais que preferem apenas trocar relatos ou fantasias até aos que assistem -, está o consentimento mútuo e consciente.
“Não se trata de infidelidade clandestina, mas de uma escolha erótica negociada entre adultos”, explica Mayumi Sato, CMO do Sexlog.

Para mulheres adeptas da prática, o prazer está na autonomia, validação e poder. Já para os homens, há um certo fascínio em ver a parceira sendo desejada e satisfeita por outra pessoa.
Quando é preciso atenção

O início da prática de “cuckold” pode trazer desafios. Afinal, mesmo com muito interesse no fetiche, o ciúme pode aparecer.
Por isso, é importante definir limites, garantir consentimento e alinhar expectativas. Isso porque a prática só faz sentido para quem está confortável com a transparência, com os próprios desejos e os limites impostos por cada lado.
Fora desse contexto de consentimento e confiança, o fetiche pode perder seu caráter erótico e se tornar fonte de insegurança ou sofrimento.






