Sócia-fundadora e diretora de marketing da Vizzela, Aline Waiser apostou na proximidade com o consumidor para construir uma comunidade em torno da marca
Química de formação e sócia-fundadora da Vizzela – junto com a prima, Mariana Piccolomini, CEO da marca, Aline Waiser já conhecia os bastidores da indústria da beleza antes mesmo de colocar a própria marca nas prateleiras.
Afinal, antes de estar à frente da marca, a paulista acumulou mais de 15 anos experienciando todas as etapas que envolvem a fórmulação de cosméticos em diversas empresas. “Eu sempre gostei de entender como as coisas funcionam, desde a fórmula até a experiência que aquele produto vai entregar para quem usa”, conta Aline Waiser em entrevista ao Mulher.
Do bastidor para a frente da marca

E foi justamente a expertise acumulada nos bastidores que levou Aline e a prima a questionarem por que não transformar aquele conhecimento em algo próprio. Assim nasceu a Vizzela, em 2019, voltada a cosméticos veganos e cruelty free.
A mudança, contudo, representou um desafio. Se antes o trabalho acontecia principalmente por trás de outras marcas, criar a Vizzela significava colocar o próprio nome diante do consumidor.
“Uma coisa é estar nos bastidores produzindo, outra é colocar suas ideias e sua visão na frente e construir uma relação direta com o consumidor”, afirma Aline.

Chegando ao mercado meses antes da pandemia de Covid-19, a estratégia de comunicação da empresa também buscava fugir do convencional: um dos exemplos foram os grandes press kits de acrílico, com todas as cores de bases e corretivos, para influenciadores.
De acordo com a empresária, o objetivo era não só apresentar os produtos, mas criar uma experiência. “Se a Vizzela é criativa e gosta de fazer diferente, isso também precisa aparecer na forma como a gente se comunica”, explica.
Aprender a ouvir

A construção da própria marca também exigiu aprender uma nova linguagem. Afinal, a experiência industrial de Aline ajudava a desenvolver produtos, mas não era suficiente para criar uma comunidade em torno deles.
“Ter experiência na indústria não significa automaticamente saber construir uma marca. São universos diferentes”, pontua a empresária.
Logo, foi preciso entender o que o consumidor buscava, desenvolver uma identidade e estabelecer uma relação de proximidade. Nesse processo, a escuta se tornou parte importante das decisões da empresa, tanto na criação de produtos quanto na comunicação.
Hoje, sete anos depois da chegada da marca ao mercado, ela vê justamente nessa relação um dos elementos que sustentam o negócio. “A Vizzela foi crescendo muito junto com a nossa comunidade, então esse diálogo sempre foi muito importante para nós. Até hoje, muitas decisões de produto e comunicação passam por essa escuta”, conclui.

