Empoderamento 07 de abril, 2026 Por Fernanda Labate

“A gente vive com medo”, diz Mariana Goldfarb após perseguição online: como denunciar?

Situação descrita pela atriz pode ser denunciada dentro da categoria de cyberstalking: e, abaixo, explicamos como

Usando o Instagram, Mariana Goldfarb expôs uma situação perturbadora que tem vivido há meses. Exibindo mensagens que datam dos últimos meses de 2025, ela mostrou que tem sido abordada constantemente por um homem no Instagram – e é importante lembrar que esse tipo de atitude pode ser denunciada por se enquadrar em cyberstalking.

Mariana Goldfarb mostra perseguição por homem na internet

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(Crédito: Reprodução/Instagram @marianagoldfarb)

Recorrendo aos fãs por ajuda, Mariana Goldfarb expôs uma situação séria que está vivendo. Desde os últimos meses de 2025, ela recebe mensagens de um homem afirmando querer um relacionamento com ela – e, segundo a atriz, bloquear a conta não adianta, visto que outra é criada e a abordagem continua.

Nas mensagens, o homem diz coisas como: “Mari, você será minha mulher”, “você será o grande amor da minha vida”, “não me cansarei de falar, você será minha para sempre” e “eu serei o homem que te fará feliz para sempre”. Após compartilhar as capturas de tela, Mariana recebeu mensagens de fãs dando risada da situação, e aproveitou para desabafar.

“Gente, não estou achando engraçado, não. Denuncio? Como faço isso? Já bloqueei, aí [ele] vai e cria outra página. Como que a gente faz? O pior é que a pessoa não é fake, não é robô, temos amigos em comum”, declarou ela, afirmando que tem vivido o dia a dia com medo.

“A mulher tem que estar ligada sempre, em todos os ambientes. Trabalho, academia, na rua, na internet. A gente vive assim, com medo, o tempo inteiro. A gente já aprendeu a viver nesse estado de hipervigilância, de atenção, para minimizar os riscos. Tentar se proteger o máximo possível. É uma mer** viver assim”, disse.

Como denunciar cyberstalking

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(Crédito: DC Studio/Freepik)

A situação descrita por Mariana, de perseguição virtual, se enquadra no crime de cyberstalking – e, no Brasil, há uma legislação específica para isso. O artigo 147-A do Código Penal descreve o crime como o ato de “perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Atualmente, a pena para o crime de cyberstalking é de 6 meses a 2 anos de reclusão, além de multa. Sendo assim, autoridades indicam a seguinte conduta:

Guardar todas as provas

A vítima deve documentar todas as possíveis provas da perseguição, especialmente as que forem explicitamente abusivas ou ameaçadoras. Se a perseguição aconteceu no ambiente digital, é importante tirar print de todas as tentativas de contato e de todos os perfis criados. Nesse contexto, também indica-se salvar todas as URLs de eventuais postagens ou perfis que o perseguidor ou a perseguidora criar.

Não responder e bloquear

Nesse tipo de situação, a vítima não deve interagir com o perseguidor de nenhuma forma. Isso porque esse tipo de atitude tende a reforçar o comportamento dele, que pode se sentir incentivado a continuar fazendo contato. O ideal é bloquear os perfis do stalker nas redes sociais e denunciar à própria plataforma.

Registrar um boletim de ocorrência

Em paralelo à denúncia para as plataformas, recomenda-se que a vítima registre um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. Isso porque, como autoridade, a polícia pode pedir que as plataformas onde o perseguidor cria os perfis compartilhem informações sobre essa pessoa.

Buscar apoio jurídico

Indica-se também que vítimas busquem apoio jurídico e entrem com uma representação na Justiça – ou seja, que expressem o desejo de que o agressor seja processado.

Proteção à mulher

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