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Primeira narradora de futebol da TV brasileira vence 48 processos na Justiça (e segue na luta)

Luciana Mariano usou as redes para anunciar que ódio, intimidação e misoginia não passarão impunes
Publicado 19 Abr 2022 – 11:55 AM EDT | Atualizado 19 Abr 2022 – 11:56 AM EDT
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Luciana Mariano, grande nome da narração esportiva, atualmente atuando na ESPN, usou as redes sociais para soltar um comunicado anunciando que não deixará o ódio e o preconceito passarem impunes.

O post em que denuncia os agressores foi publicado no último dia 10 de abril e recebeu comentários de apoio de nomes do esporte como as jogadoras Andressa Alves e Gabi Zanotti, pedindo mais respeito.

Pioneirismo no esporte

Luciana Mariano é a primeira mulher do Brasil a narrar partidas de futebol masculino, uma história de pioneirismo que começa nos anos 1990.

Em entrevista recente ao especial Reflexões Mulheres, da ESPN, ela contou que já são 30 anos de carreira, em que teve a oportunidade de narrar 500 jogos.

Um homem com o mesmo tempo de carreira, chega a narrar 6.000 partidas. "Por que eu não tive essa oportunidade?", levantou questionamento.

Mesmo com uma história que fala por si mesma, recentemente, a profissional revelou que sofre ataques de ódio nas redes sociais e revelou que tem um corpo juridíco trabalhando na identificação e punição dos agressores.

"Todos os comentários e mensagens privadas são revisadas por uma equipe de advogados eficientes em processar e condenar pessoas que destilam ódio nas redes sociais. Toda e qualquer ofensa, discriminação, intimidação, misoginia ou preconceito serão levados à Justiça. 156 casos abertos e 48 concluídos e vencidos", disse a narradora.

Além do apoio de amigos e colegas de profissão, o post recebeu apoio de admiradores do seu trabalho e de pessoas que reconhecem seu pioneirismo e importância para jovens profissionais e meninas de todo País.

Luciana finalizou com uma mensagem contra o ódio digital. "Àqueles que não gostam ou se incomodam com minha profissão é favor passar reto. [...] Aqui você não faz, nem fala o que quiser impunemente".

Mulheres que fazem história

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