Saúde e bem-estar 03 de junho, 2026 Por Bruna Somma

Por que só “fechar a boca e treinar” não é o suficiente para emagrecer na menopausa?

menopausa

Médica esclarece por que dieta e exercícios, sozinhos, nem sempre bastam para combater o ganho de peso típico da menopausa

Durante décadas, o conselho para perder peso pareceu simples: comer menos e se exercitar mais. Mas muitas mulheres chegam à menopausa descobrindo que essa fórmula já não funciona da mesma forma.

Mesmo mantendo uma alimentação equilibrada e uma rotina de treinos, a balança insiste em não se mover – ou até continua subindo.

Mas não é falta de disciplina e nem uma desculpa conveniente. A ciência mostra que a menopausa provoca mudanças profundas no organismo que tornam o emagrecimento mais complexo do que apenas criar um déficit calórico.

Por que a menopausa dificulta o emagrecimento?

A menopausa promove mudanças metabólicas importantes que vão muito além do consumo de calorias.

(Crédito: jcomp/freepik)

Isso porque a queda hormonal favorece o aumento da resistência à insulina, altera a distribuição da gordura corporal e reduz a taxa metabólica basal, fazendo com que o organismo passe a gastar menos energia em repouso, de acordo com Raila Teixeira, nutróloga e especialista em terapias hormonais.

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(Créditos: Freepik)

“O corpo se torna mais eficiente em armazenar gordura e menos eficiente em preservar massa muscular durante a menopausa. Por esse motivo, muitas mulheres percebem que estratégias que funcionavam aos 30 anos deixam de apresentar o mesmo resultado após os 45 ou 50 anos”, afirma.

Assim, não se trata de falta de esforço ou disciplina. Existe uma mudança fisiológica real que exige abordagens individualizadas para restaurar o equilíbrio metabólico e hormonal.

O que levar em consideração para emagrecer no período

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(Créditos: Freepik)

O emagrecimento na menopausa exige uma avaliação ampla, começando pela análise do equilíbrio hormonal, da presença de resistência à insulina, do funcionamento intestinal, dos marcadores inflamatórios, da qualidade do sono, dos níveis de estresse, da composição corporal e de possíveis deficiências nutricionais, como ferro, vitamina B12 e vitamina D.

Além disso, a saúde intestinal merece uma atenção especial. As alterações da microbiota não só influenciam o comportamento alimentar, como também impactam a disposição e o controle da ansiedade.

“É por isso que a menopausa não deve ser tratada apenas com a orientação de comer menos e se exercitar mais. O tratamento precisa considerar o metabolismo como um todo”, conclui Raila Teixeira.

Saúde feminina

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