Objetivo da tecnologia é permitir tratamentos mais precisos e maior conforto a recém-nascidos internados
Engenheiros do Centro Universitário FEI e pediatras da Universidade Federal de São Paulo criaram, em conjunto, uma ferramenta de inteligência artificial capaz de avaliar o nível de dor em recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
O objetivo da solução é, combinando visão e linguagem, utilizar modelos multimodais para interpretar as expressões faciais dos bebês.
“Este recém-nascido está sentindo dor?”

Atualmente, a avaliação depende da observação de profissionais e familiares, o que pode gerar interpretações diferentes. Nesse contexto, a IA surge como apoio para tornar as decisões clínicas mais consistentes e objetivas.
O estudo, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e publicado na Pediatric Research, mostrou que o sistema supera diversos outros métodos tradicionais de inteligência artificial.
Logo, os pesquisadores acreditam que a ferramenta poderá, no futuro, funcionar como um monitor em tempo real.

A ideia é garantir um cuidado mais preciso, evitando tanto a dor não tratada quanto o excesso de medicação – fatores que podem prejudicar o desenvolvimento dos recém-nascidos, que são especialmente vulneráveis aos efeitos negativos da dor devido à imaturidade neurológica.

