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Mães e Filhos-Mulher

3 verdades e 3 mentiras que provavelmente você já ouviu sobre introdução alimentar

O período está entre os 6 e 12 meses da criança, sendo primordial para o desenvolvimento do paladar.
Publicado 3 Ago 2022 – 04:13 PM EDT | Atualizado 3 Ago 2022 – 04:13 PM EDT
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Bebê comendo Crédito: PeopleImages/IStock

A introdução alimentar é uma importante fase do desenvolvimento dos bebês. Para eles, é o momento de experimentar novos alimentos além do leite materno, praticar novas sensações táteis e conhecer um pouco da própria autonomia corpórea.

Assim como a maioria das primeiras experiências, o período também diz respeito à construção do hábito de uma vida saudável.

Segundo o Ministério da Saúde, ele deve ser iniciado no sexto mês de vida, mas ainda há dúvida sobre qual tipo de alimento, de fato, começar a oferecer para o bebê. Confira abaixo alguns mitos e verdades sobre a introdução alimentar.

Como fazer a introdução alimentar em bebê?

"Bebês devem comer apenas com a colherzinha".


MITO. Na verdade, os alimentos podem ser amassados com o garfo e levados à boquinha do bebê com a colher, sim, sendo este um método mais tradicional.


Contudo, nada impede que a criança coma com a mão e associe a novidade da experiência a algo prazeroso. O método é chamado de BLW, sigla em inglês para "Baby Led Weaning", que significa ao pé da letra " desmame guiado pelo bebê", já que representa uma etapa importante de apresentação da alimentação, que substituirá o peito no futuro.

Alguns dos benefícios do método BLW é melhorar a coordenação motora e a conexão com a comida.

"Não devo oferecer alimentos industrializados e açucarados para o bebê".


VERDADE. De acordo com o Ministério da Saúde, o açúcar é realmente contraindicado para bebês e crianças menores de dois anos.

"Quanto mais precocemente estiverem expostos a esses alimentos, maior a chance de se desencadear alergias alimentares, problemas cardiovasculares, obesidade e baixa imunidade", explica Ana Paula Sanches, nutricionista materno infantil.

"A introdução alimentar deve ter apenas frutas".


MITO. De acordo com Ana Paula, a regra principal é esperar os sinais de prontidão do bebê, ao ter seis meses completos, para oferecer grupos alimentares como tubérculos, legumes, cereais e até carnes desfiadas (para evitar engasgos).


Os sinais são bons indicadores para todos os pais e mães de que o bebê está pronto para introdução e são:

1) Demonstrar interesse nos alimentos;
2) Levar a própria mão e objetos à boca;
3) Sinal de protusão da língua diminuindo (não ficar com a língua como se estivesse empurrando algo para fora);
4) Controle da cervical (segura a cabecinha);
5) E sentar com o mínimo de apoio.

"Se feita corretamente, a introdução alimentar diminui as chances da criança desenvolver seletividade alimentícia".


VERDADE. Caracterizada pelo desinteresse pela comida, a seletividade pode advir de falhas no processo neurológico da criança, que está ligado à necessidade de nutrientes e vitaminas essenciais ao organismo.

"Além do leite materno, posso oferecer apenas uma vez ao dia os novos alimentos".


MITO. Pelo contrário: no período de introdução, é importante que o organismo do bebê se adapte à nova rotina. Portanto, a dica é alimentá-lo quando ele não estiver com sono, nem muita fome - afinal, nestes momentos ele irá preferir o leite.

"Devo insistir, mesmo com as recusas".


VERDADE. Com o trato gastrointestinal preparado para receber alimentos, o bebê pode e deve começar a introdução alimentar. E, de acordo com a especialista, é mesmo um fato que ocorra a rejeição inicialmente, já que ele estava acostumado apenas a mamar.

"Inove na apresentação visual dos alimentos, participe dos momentos de refeição com a criança e a insira no contexto do que aquilo significa", pontua Ana Paula.

Dicas para mamães

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