Gravidez e bebês 22 de junho, 2026 Por Bruna Somma

Gravidez geriátrica: por que grávidas como Sabrina Sato são chamadas de gestantes idosas?

sabrina sato

Ainda que o termo “gravidez geriátrica” gere estranhamento, há uma explicação científica para que, aos 45 anos, Sabrina Sato seja vista dessa forma

Com um número crescente de mulheres engravidando após os 35 anos, muitos nem sequer sabem que, nessa idade, a gravidez é considerada geriátrica.

Sendo assim, Sabrina Sato, por exemplo, ao engravidar com 45 anos, é uma “gestante idosa” ou geriátrica – o mesmo aconteceu com a modelo Gisele Bündchen, que teve seu terceiro filho aos 44.

Abaixo, entenda essa classificação que causa estranheza:

Gravidez geriátrica: por que Sabrina Sato é “gestante idosa”?

sabrina sato
(Créditos: Reprodução/Instagram @sabrinasato)

Ao se deparar com uma mulher grávida após os 40 anos, é comum a ideia de que a gestação é mais arriscada em comparação a uma gravidez entre os 20 e 30. O que muita gente nem imagina, no entanto, é que gestações nessa época – e após os 35 anos de forma geral – são geriátricas.

O termo assusta, especialmente quando se vê mulheres com tanta vitalidade nessa faixa etária – e inclusive grávidas. A atriz Claudia Raia, por exemplo, relatou ter engravidado naturalmente do caçula, Luca, aos 55 anos de idade. Além dela, Sabrina Sato – que já é mãe de Zoe, de 7 anos, e passou por dois abortos em 2024 – anunciou uma nova gestação aos 45 anos.

Na literatura médica, porém, qualquer gestação após os 35 anos é uma gravidez geriátrica (também chamada de gravidez tardia ou gestação em idade materna avançada), e isso não tem relação alguma com a saúde ou o envelhecimento aparente da mulher, algo que a ciência explica.

Gravidez tardia e o envelhecimento dos óvulos

Sabrina Sato
Sabrina Sato e Zoe (Crédito: Reprodução/Instagram @sabrinasato)

Isso se dá pelo fato de que a mulher, ao nascer, já tem armazenados entre 1 e 2 milhões de óvulos. Esses são os óvulos que ela passará a liberar durante a puberdade, e seguirá liberando ao longo da idade fértil, até a menopausa. Isso significa que, quando uma mulher tem 18 anos, seus óvulos também têm – e o mesmo vale para mulheres de 35 anos em diante.

Segundo informações de especialistas em reprodução humana da Fiocruz, assim como qualquer estrutura do corpo, os óvulos também envelhecem. Mesmo que a mulher siga disposta, com vitalidade e bem de saúde após os 35 anos de idade, isso não necessariamente se reflete na saúde dos óvulos. Esse é justamente o motivo pelo qual o pico da idade fértil da mulher ocorre aos 35 anos.

Riscos da gravidez geriátrica

Sabrina Sato e o marido, Nicolas Prattes, estão à espera de um bebê (Crédito: Reprodução/Instagram @sabrinasato e @nicolasprattes)

Após essa idade, devido ao envelhecimento dos óvulos, aumentam as chances de haver complicações. Segundo o núcleo de reprodução humana da Fiocruz, não só mulheres podem ter cada vez mais dificuldades para conceber naturalmente como ainda podem enfrentar obstáculos durante a gestação.

A partir dessa idade, há maiores riscos de:

  • Anomalias congênitas (como síndromes cromossômicas);
  • Parto prematuro;
  • Perda gestacional espontânea;
  • Bebê com baixo peso ao nascer;
  • Complicações no parto;
  • Diabetes gestacional;
  • Pré-eclâmpsia.

Isso, porém, não significa que toda gestante em idade materna avançada terá problemas na gravidez. Só significa que, diante dos riscos aumentados, há um acompanhamento mais detalhado por parte da equipe da paciente.

Dessa forma, é possível monitorar melhor os parâmetros de saúde da gestante, o desenvolvimento do bebê e assegurar um parto seguro.

Maternidade

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