Gravidez e bebês 25 de maio, 2026 Por Bruna Somma

Guia da mulher no puerpério: quais consultas fazer, sinais de alerta e mais

mãe e bebê

Período após o nascimento do bebê exige cuidados individualizados e atenção aos sinais de alerta da mãe

Muita gente acredita que o cuidado físico e emocional da mulher, redobrados durante a gravidez, terminam após o nascimento do bebê. Contudo, é quando começa o puerpério – fase marcada por intensas transformações nos hormônios e na rotina do dia a dia.

Dessa forma, o acompanhamento no pós-parto é indicado para todas as mulheres que dão à luz. E, segundo Carla Iaconelli, ginecologista e obstetra, ele deve ser individualizado.

Acompanhamento da mulher no puerpério: o que é?

(Crédito: freepik/freepik)

O objetivo do acompanhamento com especialistas durante o puerpério – fase hormonal que dura entre 45 e 60 dias – é avaliar cicatrização, sangramentos, recuperação hormonal, amamentação e a adaptação do corpo após o parto.

Tudo depende das necessidades da paciente. Os profissionais que costumam fazer parte do tratamento são fisioterapeutas pélvicas, psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas, nutricionistas e até consultoras em amamentação.

De acordo com Carla Iaconelli, o mais importante é que a mulher não normalize dores intensas, sofrimento emocional nem desconfortos persistentes.

“O puerpério precisa de acolhimento, escuta e acompanhamento multidisciplinar”, reforça a médica.

Sinais no pós-parto que exigem retorno imediato ao médico

Existem alguns sinais de alerta que não devem ser ignorados no puerpério.

(Crédito: freepik/freepik)

“Sempre oriento minhas pacientes a procurarem avaliação médica imediata em casos de febre, sangramento excessivo, dor intensa, falta de ar, pressão alta, dores fortes de cabeça, secreções com odor forte ou dificuldade importante para amamentar”, afirma Iaconelli.

Além disso, tristeza profunda persistente, crises de ansiedade, sensação de incapacidade, medo excessivo ou pensamentos negativos também merecem atenção.

“Muitas vezes a mulher está tão focada no bebê, que acaba deixando os próprios sinais de lado. Cuidar da mãe também é cuidar do bebê”, conclui a especialista.

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