Saúde e bem-estar 04 de maio, 2026 Por Bruna Somma

Corrida sem calcinha: tendência confortável ou risco para a saúde íntima?

mulher praticando corrida

Prática adotada por algumas mulheres, correr sem calcinha pode trazer benefícios como maior ventilação e conforto, mas também exige cuidados

A prática de correr sem calcinha pode parecer estranha para algumas pessoas, mas para outras já faz parte da rotina – seja por conforto, preferência pessoal ou até por recomendação de evitar costuras e atritos.

De forma geral, o costume não é prejudicial por si só, mas, para que a saúde íntima não seja afetada, ele deve envolver alguns cuidados antes e depois da corrida.

Praticar corrida sem calcinha tem prós e contras

homem e mulher corredores
(Crédito: freepik/ Freepik)

Um dos benefícios de correr sem calcinha é a maior ventilação da região íntima, o que reduz o acúmulo de calor e umidade e, consequentemente, dificulta a proliferação de micro-organismos como a Candida albicans, responsável pela candidíase,

Por outro lado, essa escolha também exige atenção, segundo Larissa Souza Sandon, ginecologista e obstetra do Hospital ViValle.

“A calcinha funciona como um filtro biológico. Sem ela, pode acontecer uma exposição maior da pele e da mucosa com a roupa, o que pode causar microfissuras, principalmente quando não há tecnologia adequada para absorção do suor”, afirma.

Tipo de roupa ideal para quem quer aderir ao hábito

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(Crédito: freepik/ Freepik)

Quem deseja aderir ao hábito de correr sem calcinha deve priorizar roupas com tecnologia dry-fit de alta gramatura e forros de algodão.

Muitas peças esportivas modernas, inclusive, já contam com forros tecnológicos e propriedades antimicrobianas, sendo projetadas para uso direto sobre a pele.

Ainda assim, em alguns casos, pode ser necessário manter a proteção da roupa íntima.

“Se a paciente apresentar histórico de hipersensibilidade vulvar, a melhor estratégia ainda é o uso de peças íntimas de algodão, com corte a laser e sem costuras, para conciliar proteção mecânica e respirabilidade”, orienta Larissa.

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