A experiência do gouinage costuma ser marcada por um ritmo mais lento, assim como por uma maior atenção às respostas do próprio corpo e do parceiro ou parceira
A ideia de sexo foi associada quase exclusivamente à penetração, especialmente quando se falava sobre relações heterossexuais, durante muito tempo.
Entretanto, diferentes experiências vividas por casais LGBTQIAPN+ e a ampliação das discussões sobre prazer, intimidade e sexualidade têm contribuído para questionar essa visão mais tradicional.
O gouinage é um exemplo das práticas sexuais que exploram outras formas de conexão. Nesse caso, ela coloca o toque, as carícias e a descoberta do corpo no centro da experiência.
Origem do termo “gouinage”

O termo “gouinage” tem origem na cultura lésbica francesa e era inicialmente utilizado para descrever práticas sexuais entre mulheres que não envolviam necessariamente a penetração. Mas, com o passar dos anos, o conceito ganhou novas interpretações.
Hoje, é entendido como uma abordagem da sexualidade que prioriza o contato físico, as carícias, os beijos, o atrito entre os corpos e diferentes formas de estimulação, tirando a penetração do centro da relação.

Diferente da masturbação, que envolve apenas a fricção dos genitais, o gouinage conta com todos os órgãos sensoriais.
E, não, não existe uma regra ou roteiro específico para a prática – os parceiros podem investir mais tempo em estímulos manuais e na descoberta de zonas erógenas que muitas vezes recebem menos atenção durante o sexo convencional.
Por que tentar?

O gouinage pode ser uma alternativa interessante para quem sente desconforto durante a penetração, convive com determinadas condições de saúde, como o vaginismo, ou simplesmente prefere outras maneiras de vivenciar a sexualidade.
Além disso, a prática traz a possibilidade de transformar a relação sexual em uma experiência menos focada no orgasmo e mais voltada ao processo de troca e conexão.

