Detalhe no sono parece simples demais para funcionar, mas a ciência mostra que há eficácia
Quando o assunto é cuidado com a saúde, os hábitos mais simples são aqueles que funcionam. Para garantir benefícios que vão da pele ao humor, passando pela disposição, o metabolismo e a saúde mental, por exemplo, tudo o que você precisa é dormir sempre no mesmo horário.
Recomendado por especialistas, contudo, esse hábito é ignorado por quase todo mundo nos fins de semana, pelo menos. Entenda abaixo, então, o que acontece no corpo quando você mantém uma rotina antes de decidir ver um filme até tarde na próxima sexta-feira.
Benefícios de dormir no mesmo horário todos os dias

Manter horários regulares para dormir e acorda traz muitos benefícios para o organismo. Isso porque ela estabiliza o ritmo circadiano (o popular relógio biológico), equilibra hormônios como cortisol, melatonina e insulina, fortalece a imunidade e contribui para uma vida mais longa.
Quando o ritmo circadiano está regulado, por exemplo, dezenas de funções como a temperatura corporal, a digestão, a liberação hormonal e, claro, o sono, entram em equilíbrio. Ou seja, trata-se de um ciclo.
Quando isso acontece, então, o cortisol, hormônio associado ao estado de alerta, sobe naturalmente pela manhã, enquanto a melatonina, ligada ao relaxamento, aumenta à noite, o que também favorece manter essa prática.
Dessa maneira, o corpo aprende a antecipar os processos certos na hora certa, o que reduz a sensação de grogue e confusão matinal. Além disso, ciclos hormonais e de neurotransmissores bem regulados são a base para a estabilidade emocional, tornando o organismo menos reativo ao estresse e à irritabilidade.
Além disso, a regularidade do sono, muitas vezes, se mostra tão ou mais importante do que a quantidade de horas dormidas. O hábito de tentar “recuperar” as horas de sono no fim de semana, não funciona como planejado. Estudos recentes indicam que variar com frequência os horários de dormir e acordar pode, inclusive, aumentar o risco de doenças cardíacas, demência e problemas metabólicos.
O que isso tem a ver com a pele?
É durante o sono que a pele literalmente se reconstrói. Quando o descanso é irregular ou insuficiente, a liberação de cortisol não atrapalha apenas a saúde mental. Isso porque ocorre um aumento de radicais livres, que causam a oxidação das células da pele e aceleração do processo de envelhecimento cutâneo.
O cortisol também estimula hormônios andrógenos que favorecem a produção de oleosidade, com entupimento dos poros e surgimento de cravos e espinhas. Há ainda uma redução na proteção do colágeno, proteína fundamental para a estrutura, elasticidade e firmeza da pele, o que favorece o envelhecimento precoce.

