Gravidez e bebês 20 de maio, 2026 Por Bruna Somma

A cabeça do meu bebê é “achatada”: até onde é normal?

bebê

Especialista explica causas da plagiocefalia, quando procurar ajuda e como estimular um formato mais equilibrado

Um dos principais desejos de quem está grávida é que o bebê nasça saudável – não é à toa que o pré-natal é recomendado pelos médicos em qualquer tipo de gestação.

Dessa forma, é comum que muitas mães se assustem ao notar que, por mais que o bebê tenha nascido com a cabeça no formato convencional, ela fique “achatada” com o passar dos primeiros meses.

Contudo, segundo Clarice Abreu, cirurgiã plástica e craniofacial do Hospital Vitória, não há motivo para alarme na maioria dos casos, embora determinados sintomas devam ser avaliados.

Plagiocefalia: cabeça “achatada” do bebê

bebê dormindo
(Créditos: Freepik)

Chamado de plagiocefalia, o “achatamento” da cabeça do bebê é algo relativamente comum nos primeiros meses de vida por se tratar de um crânio ainda muito maleável. O risco é maior quando ele passa muito tempo apoiado sempre na mesma posição, podendo acontecer de um lado da cabeça ou atrás dela.

Segundo Clarice, na maioria dos casos, principalmente quando o bebê ainda é pequeno e está em fase de rápido crescimento, a alteração no formato da cabeça melhora bastante com medidas simples do dia a dia.

“Conforme ele começa a mexer mais a cabeça, rolar, sentar e passar menos tempo deitado, a tendência é que a pressão fique mais distribuída e o formato vá se equilibrando naturalmente”, explica a médica.

Sinais de alerta

(Crédito: freepik/freepik)

É, de fato, importante observar e acompanhar a evolução do bebê com um pediatra.

Alguns dos maiores sinais de alerta são: quando o achatamento parece aumentar com o tempo, mesmo após mudanças de posição ao dormir e estímulos ao longo dos meses (o “Tummy Time” é um ótimo exercício!); há assimetria importante no rosto; existe desalinhamento entre as orelhas; nota-se dificuldade do bebê em virar a cabeça para um dos lados.

“Nesses casos, o tratamento vai depender da causa e da intensidade da alteração. A fisioterapia ajuda bastante, especialmente quando existe torcicolo associado. Já em situações selecionadas, pode ser indicado o uso de uma órtese craniana, conhecida popularmente como ‘capacete'”, orienta Clarice.

O mais importante, contudo, é lembrar que, quanto mais cedo a avaliação acontece, maiores são as chances de um tratamento simples e com bons resultados.

Bebês

COMPARTILHE: