Saúde e bem-estar 03 de junho, 2026 • Por Bruna Somma

Saúde intestinal na menopausa: o que muda e como adaptar a alimentação ao período?

A menopausa marca uma fase de importantes transformações no organismo feminino – e o intestino também entra nessa conta!

Além dos sintomas mais conhecidos da menopausa – como as famosas ondas de calor, alterações de humor e mudanças no sono – muitas mulheres percebem diferenças também no funcionamento do intestino.

Alguns dos exemplos mais comentados são o inchaço abdominal, constipação, gases e até ganho de peso – tudo isso devido à natural redução que acontece na velocidade do trânsito intestinal durante o climatério.

Contudo, segundo Raila Teixeira, nutróloga e empresária, é possível driblar os sintomas com alguns ajustes na rotina e dieta, passando pela menopausa com mais saúde e autoestima. “O intestino funciona como um verdadeiro centro regulador do organismo”, afirma.

Mudanças intestinais trazidas pela menopausa

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(Créditos: Freepik)

Durante a menopausa ocorre uma redução importante dos hormônios femininos, especialmente do estrogênio, que influencia o funcionamento intestinal por completo.

Nessa fase há, também, alterações na produção de enzimas digestivas e uma diminuição gradual da capacidade de absorção de nutrientes importantes, como vitamina B12 e ferro.

“Esse cenário favorece o desequilíbrio da microbiota intestinal, conhecido como disbiose, que pode se manifestar por sintomas como inchaço abdominal, gases, constipação e desconforto digestivo”, explica Teixeira.

Dessa forma, quanto mais desregulada estiver a alimentação, maior tende a ser a intensidade dos sintomas.

Como adaptar a alimentação

(Créditos: Freepik)

A alimentação da mulher na menopausa deve conter proteínas de alto valor biológico em todas as refeições, como ovos, peixes, frango e outras fontes magras de proteína.

Já os carboidratos devem priorizar versões complexas e ricas em fibras, como batata-doce com casca, mandioca, inhame e outras raízes.

Em contrapartida, é recomendável reduzir ao máximo o consumo de alimentos ultraprocessados e gorduras de baixa qualidade, já que podem contribuir para a inflamação intestinal.

“Quanto mais limpa for a alimentação, melhores tendem a ser os resultados na saúde digestiva e metabólica”, ressalta a médica.

(Créditos: Freepik)

A estratégia é importante também para reduzir a chance de ganho de peso. Afinal a menopausa já favorece naturalmente o aumento da resistência à insulina e uma redução da taxa metabólica basal. Ou seja: fica mais fácil engordar e mais difícil emagrecer no período.

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