Saúde e bem-estar 27 de maio, 2026 Por Bruna Somma

Dormir de conchinha tem benefícios para além do conforto, aponta terapeuta

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Terapeuta sexual explica que a intimidade não se constrói apenas nos grandes momentos: ela se solidifica nos detalhes mais sutis da convivência

Em meio à correria do dia a dia, sucessão de telas, mensagens rápidas e agendas lotadas, muitos casais se veem dividindo o mesmo teto, mas emocionalmente distantes.

Dessa forma, há quem busque em viagens caras ou reviravoltas mirabolantes soluções para reacender a chama e a parceria, quando, na verdade, a resposta pode estar nos pequenos rituais diários. Um deles, extremamente simples e muitas vezes subestimado, é o hábito de dormir de conchinha.

Pode parecer um clichê de comédias românticas, mas, de acordo com Bárbara Bastos, terapeuta sexual e sexóloga, esse momento de proximidade física possui efeitos emocionais e fisiológicos profundos na saúde de um relacionamento.

Dormir de conchinha: a química por trás

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(Créditos: Freepik)

A sensação de bem-estar que sentimos ao nos encaixarmos no corpo de quem amamos não é mera impressão: é pura ciência aplicada ao afeto. Afinal, trata-se de um contato físico contínuo que libera a ocitocina, amplamente conhecida como o “hormônio do amor, do vínculo e do prazer”.

Em contrapartida, os níveis de cortisol – o hormônio do estresse – despencam de forma expressiva.

O resultado prático? O casal se desliga do estado de alerta do dia a dia, sentindo-se mais seguro, calmo e emocionalmente sintonizado para uma noite de descanso.

“Você não precisa passar a noite inteira colado e estático na mesma posição. Alguns minutos de encaixe antes de dormir já são mais do que suficientes para que a química do corpo entre em ação e os hormônios do vínculo sejam liberados”, explica Bárbara Bastos.

Desmistificando a intimidade

(Crédito: Pexels/Ketut Subiyanto)

Dentro do mundo dos relacionamentos, de acordo com Bárbara, um dos maiores mitos é que a intimidade está estritamente ligada ao ato sexual. Contudo, ela deve começar bem antes disso – com a conchinha, por exemplo.

“Atualmente, os casais sofrem com a falta de presença. Estamos fisicamente no mesmo ambiente, mas com a cabeça no trabalho ou nas redes sociais. Esse cansaço crônico afeta diretamente a vida afetiva”, conclui.

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